"A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" "Nada sob o céu é mais importante que a educação. Os ensinamentos de uma pessoa virtuosa podem influênciar uma multidão; aquilo que foi bem aprendido por uma geração pode ser transmitidas a outras cem." Jigoro Kano

Masahiko Kimura


Masahiko Kimura,1,70m de altura,85kg,nasceu em 10 de setembro de 1917 em Kumamoto,Japão.
Aos 16 anos,após 6 anos de judo,ele foi promovido ao 4º dan,após ter derrotado consecutivamente 6 oponentes,todos 3º e 4º dan.
Aos 18 anos,em 1937,se tornou o mais jovem godan(5º dan de faixa preta)da história do judo,após derrotar 8 oponentes seguidos na kodokan.
Em outubro de 1935,ele ganhou seu 1º grande titulo,campeão japonês colegial,e foi o 1º estudante a ganhar a permissão de participar do campeonato japones profissional,ele ganhou o campeonato.
Após o campeonato,ele comeu 13(treze)tigelas de arroz e foi treinar,ele fez naquela noite 500 entradas(uchikomi,treino de entradas para projeção),1km de canguru(saltitos)e 500 golpes d karate(com a faca da mão,ele treinava no makiwara socos tb,para enrijecer os dedos e fortalecer a pegada).Ele estava preocupado com o fato de ter tomado um wazari,e que por pouco não perdeu a luta,e chegou a conclusão de que,para manter o titulo pelos próximos 10 anos,ele teria que treinar muito mais que qualquer outro judoca.Kimura passou a treinar 9 horas por dia,fazendo 1000 entradas,muito mais que seus rivais,que treinavam 3-4 horas por dia e faziam 300 entradas
Ele ganhou o campeonato japones por 13(treze)anos seguidos.
Ele ganhou em 1940 o Ten Ran Shiai,um campeonto especial realizado na presença do imperador japones. Masahiko Kimura, veio ao Brasil à convite do jornal São Paulo Shinbun (periódico da colônia) para realizar uma série de lutas de pro-wrestling.
No final de julho de 1951, Masahiko Kimura, o número um do Japão, veio ao Brasil juntamente com dois companheiros lutadores (Kato e Yamagushi).










Kimura e os Gracie, o "gigante" não parece ser tão grande...



O "GIGANTE KIMURA"




No Brasil diziam que Kimura era 40 Kg mais pesado que Hélio e dezessete anos mais novo, que teria declarado que se Hélio resistisse 3 minutos na mão dele poderia se declarar vencedor, etc. Quanto ao tempo de luta, o próprio Hélio falou que com segundos Kimura o atirou ao chão e fez uma pressão tão grande que enquanto pensava se batia ou não desmaiou de olhos abertos, mas Kimura mudou de posição e ele acordou. Em outro vídeo, Hélio disse ao fundo da dublagem japonesa que Kimura o pegou como se fosse um menino, que não viu no lutador nenhuma maldade ou grosseria. Quanto à diferença de idade,sabemos que, se Hélio nasceu em 1913 e Kimura nasceu em 1917, não poderia ser de 1'7 anos, ou de nove como o Rórion fala no vídeo da luta. Qaunto à diferença de peso, basta olhar o vídeo da luta pra ver que não poderia ser de 40 kg. Kimura fala em sua autobiografia que havia um caixão na entrada do maracanãzinho, que quando disseram que era para ele teve vontade de rir. Também diz que quando Hélio finalizou Kato em São Paulo, sairam carregando o "caixão de Kato". Faço uma ressalva quanto ao texto quanto ao fato de alegar que os Gracie lutariam um estilo de jujutsu em face do estilo do Kodokan. Eles aprenderam com um dos maiores nomes da Kodokan de todos os tempos,Mitsuyo Maeda, logo não eram ligados a nenhum estilo de jujutsu tradicional, embora na época pairasse muita desinformação, aliás, coisa que ainda hoje existe.
(Foto,Ude garame ou Kimura Golpe conhecido pelo seu nome no Brasil)







A luta de Kimura com Helio, diz Mehdi, "era uma piada". Kimura concordou em demorar por 10 minutos, diz Mehdi, para fazer o dinheiro dos fãs valer a pena e começar a lutar depois deste tempo. Mehdi imitou a movimentação de Helio na luta, exagerando seu desajeitamento. Aos Treze minutos da luta, Kimura finalizou Helio com uma chave de ombro, que os brasileiros agora chamam "Kimura" em sua honra ("não chame isto "Kimura", Mehdi previne—é ude garami"). Existia alguma conversa de combinar previamente o resultado real da luta, mas a embaixada japonesa advertiu severamente Kimura que se ele perdesse ele não seria bem-vindo de volta a sua casa no Japão. Um certo grau de coreografia podia ser aceito mas para maior o campeão do Japão perder para um esquelético gaijin, isso seria demais.
Outro exemplo da atitude dos Gracie no que se relaciona a precisão, Mehdi diz que Kimura pesou 80 quilos, não os 100 normalmente reivindicados (ele me mostrou a um retrato dele e Kimura aproximadamente na época da competição; eles pareceram ser a mesma altura e peso, e Mehdi é mais ou menos 5 '9" e 80 quilos. Por outro lado, Kimura pesou 86 quilos para sua final de judo shiai em Tóquio em 1949. É possível que ele tenha ganho alguns quilos durante os dois anos entre as competições.)

Hélio e Carlos Gracie receberam uma ligação de um jornalista amigo, que estava entrevistando os lutadores, com as seguintes palavras: “Hélio, estão aqui comigo os campeões mundiais de Jiu-Jitsu”. E foi assim que Hélio desafiou Kimura, que recusou o desafio:
“Na minha vitória sobre Hélio poderão alegar grande diferença de peso. Como tenho certeza que Kato vencerá com a mesma facilidade, acho melhor assim”, declarou aos jornais o campeão japonês, que garantiu que lutaria com Hélio, caso vencesse Kato, que pesava 75kg.

Kato havia sido apresentado no Brasil como o terceiro melhor do mundo, já de Yamagushi, bem mais pesado, os japoneses se recusaram a oferecer as credenciais.
Muito tempo depois, o Rorion deu uma mancada lá nos EUA ,ele falava sobre a luta de seu pai e os dois japoneses (Kato e Kimura), só que americano gosta de numeros e estatisticas. quando A Familia Gracie começou a fazer sucesso, foram logo investigar quem era o Kato e Kimura, fizeram uma pesquisa la no próprio Japão, na Kodokan mesmo. Em poucos meses depois do primeiro UFC, a mídia especializada ja estava botando a limpo o que era verdade e o que nao era.
SR. Kato por exemplo, ele era simplesmente um quinto dan em judo, igual a duzias, que nunca se classificou no campeonato Nacional de Judo do Japão, enquanto Kimura foi campeao do torneio varias vezes.
SR. Kato era bom lutador de judo? sim! Claro. Foi grande mérito do Mestre Hélio ter finalizado o japonês, mas a questão toda era que o Rorion Gracie havia anunciando nos EUA (e falaram também no brasil) como sendo o segundo melhor lutador de jujutsu no mundo... essa estórinha foi por agua a baixo ja que o kodokan mantém os records de todos os seus lutadores, o exagero no tamanho do Kimura também, no livro do próprio Kimura, "my judô", ele fala de seu peso, cerca de 85 kilos, longe do mostro pintado aqui no brasil, ele fala também de um lutador brasileiro, judoca sexto dan que enfrentou no brasil em 1955, quem seria?

Em uma entrevista no site Judoimfo.com, o entrevistador pergunta: "Qual estilo de jiujitsu você aprendeu?" Mas nos comentários estava que Maeda era judoca. Hélio responde que nunca tinha ouvido a palavra "judô" antes de 1950, que os lutadores japoneses que enfrentara falavam em jiujitsu e não "judô", que o judô veio associado ao esporte, o que era verdade, tanto que a imprensa toda chamava os lutadores Kato e Kimura de campeões de "jiu-jitsu", apesar de, no Japão, já ter se pacificado a controvérsia há tempos. O fato engraçado é que, Kimura em sua autobiografia, "my judô", diz ser Hélio, professor de judô 6º dan e Waldemar Santana também . Pra nós brasileiros, Kimura e Kato eram lutadores de jiujitsu, pra eles, Hélio e Waldemar eram judocas.


(Foto, Kimura no Kosen em 1937)







Na primeira luta de Hélio e Kato, o público ocupava 1/3 do Maracanã, Hélio começou levando uma queda espetacular, mas aos poucos foi trazendo o Judoca para sua guarda. Até o final do confronto, nada de interessante havia ocorrido até que nos últimos minutos do terceiro round, Hélio permitiu que Kato lhe aplica-se um “seoi-nague” e inverteu agilmente a posição, terminando montado, o que levou o público ao delírio. Kato foi salvo pelo gongo, e a luta terminou empatada. Ao final, Hélio surpreso disse ao seu irmão: “Eu posso vencer esse japonês”.

A segunda luta ocorreu em São Paulo, Hélio Gracie, bem mais confiante, soltou o jogo e após levar quatro quedas do Japonês o apagou com um estrangulamento da guarda fechada, faltando quatro minutos para o final do primeiro round. Na volta para o Rio, Hélio fez a seguinte declaração para “O Globo”:
“Ele não percebeu que minha outra mão entrava-lhe diretamente na aba do Kimono. Estávamos portanto, tentando o estrangulamento, ambos com os golpes armados, mas Kato não conseguiu passar pela minha barragem de pernas, tornando o meu golpe mais eficiente e entrando então na fase decisiva da luta. […] Notei que o japonês largou para defender o seu pescoço, consumando a minha supremacia no golpe. Apertei mais o golpe e Kato começou a desfalecer, diminuindo a pressão nos meu pulsos. Por isso continuei fechando o estrangulamento, chamando a atenção do juiz: “O japonês vai dormir”. O juiz não me ouviu, ou não me entendeu, mas, afinal, o larguei para o lado, caindo Kato pesadamente como um fardo. Fui ao canto, enquanto Kato era socorrido, voltando a si somente segundos depois. Foi a maior emoção da minha vida, porque constatei que meu Jiu-Jitsu era superior ao dele.
Com a derrota de Kato, Kimura invadiu o ringue e desafiou Hélio Gracie.
A luta entre Kimura e Hélio estabeleceu um recorde de renda no Maracanã (339 mil cruzeiros), com direito à presença do vice-presidente da república, Café Filho.
Na luta com Hélio, Kimura o jogou repetidamente com IPPON-SEOI-NAGE, OSOTO-GARI, HARAI-GOSHI, imobilizou, estabilizou, imobilizou com KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME, KESA-GATAME, imobilizou, tentou estrangular e finalizar com chave - SANKAKU-GATAME, posteriormente, aplicou OSOTO-GARI, imobilizando mais uma vez através de KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME e, finalmente, finalizou através de uma chave de braço denominada UDE-GARAMI, tendo, em virtude disso, provocado a quebra do cotovelo do braço esquerdo do opositor em dois lugares.
O que os jornais da época não relataram e as pessoas nos dias atuais não sabem é que a luta de Kimura e Hélio durou apenas três minutos no chão, onde Hélio se dizia especialista, os primeiros dez minutos Kimura só derrubou Hélio com um repertório vasto de quedas, como Hélio não desistia mesmo diante de quedas violentas aluta foi levada para o chão.
Leia o relato do Kimura da luta descrito em seu livro "MY JUDÔ":

"The gong rang. Helio grabbed me in both lapels, and attacked me with O-soto-gari and Kouchi-gari. But they did not move me at all. Now it's my turn. I blew him away up in the air by O-uchi-gari, Harai-goshi, Uchimata, Ippon-seoi. At about 10 minute mark, I threw him by O-soto-gari. I intended to cause a concussion. But since the mat was so soft that it did not have much impact on him. While continuing to throw him, I was thinking of a finishing method. I threw him by O-soto-gari again. As soon as Helio fell, I pinned him by Kuzure-kami-shiho-gatame. I held still for 2 or 3 minutes, and then tried to smother him by belly. Helio shook his head trying to breathe. He could not take it any longer, and tried to push up my body extending his left arm. That moment, I grabbed his left wrist with my right hand, and twisted up his arm. I applied Udegarami. I thought he would surrender immediately. But Helio would not tap the mat. I had no choice but keep on twisting the arm. The stadium became quiet. The bone of his arm was coming close to the breaking point. Finally, the sound of bone breaking echoed throughout the stadium. Helio still did not surrender. His left arm was already powerless. Under this rule, I had no choice but twist the arm again. There was plenty of time left. I twisted the left arm again. Another bone was broken. Helio still did not tap. When I tried to twist the arm once more, a white towel was thrown in. I won by TKO."

Foram apenas cerca de três minutos no chão, é engraçado as pessoas não saberem desse detalhe da luta após tanto tempo...




Hélio declarou no dia seguinte:
“Kimura, como grande esportista que é, demonstrava surpresa quando constatava que eu tinha recursos técnicos para escapar dos golpes que ele me armava. Com isso, logo compreendeu que teria que adotar outra tática para chegar a vitória: Martelar uma parte só do meu corpo. Suas seguidas chaves acabaram por quase inutilizar meu braço para a luta. Eu não esperava tamanha insistência no mesmo golpe. Fico com o consolo que só a superioridade física permitiu ao campeão realizar tantas vezes o mesmo golpe.”

Quem puder,leia essa entrevista:
http://www.judoinfo.com/helio.htm
É uma entrevista com Hélio Gracie,sobre sua luta com Kimura.
Tem uma parte em que ele diz que "apagou" durante a luta,coisa que ele não havia contado pra ninguém até hj:
Helio:"Well, this is what I've never told anybody before. It seems I went unconscious while I was thinking about what to do [give up or not]."
"Bem,isso é o que eu nunca contei a ninguém antes,parece que eu fiquei inconsciente enquanto eu pensava se deveria bater ou não."

"Se Kimura continuasse a me estrangular,eu teria morrido com certeza.Mas como eu não desiti,ele passou para a próxima técnica.Sendo liberado do estrangulamento e a dor da técnica seguinte me acordaram e eu pude continuar a lutar.Kimura foi para o tumulo sem saber que eu fui finalizado.Se possivel,eu gostaria de poder ter falado com ele sobre a luta e deixar-lhe saber sobre isso."

4 derrotas na vida de Kimura
Todas as derrotas de Kimura foram em 1935.
Num capeonato,o Kohaku Shiai,ele ganhou 8 lutas e perdeu a nona para um lutador de nome Miyajima,da universidade de Meiji.
Em maio do mesmo ano oi para Kenichiro Osawa,na divisão de 5º dan do esporte.
Na 2a luta,ele lutou contra Kenshiro Abe,que viria a ser o campeão da divisão aquele ano.
E no outono ele lutou contra Hideo Yamamoto,na divisão de 5º dan tb,sua quarta derrota.
Kimura ficou extremamente desapontado com suas derrotas,e pensou seriamente em abandonar o judo,mas foi dissuadido da idéia por seus melhores amigos,Funeyama e Kai,e com seu encorajamento começoua treinar com nova determinação.
Ele passou a treinar pela noite afora em uma arvore,aperfeiçoando seu Osotogari,sua técnica predileta.
Após 6 meses de treino intensivo,seu Waza(técnicas de projeção)estava tão afiado,que diariamente na Kodokan,seu treinos de Randori(treino de luta)resultavam em 10 pessoas machucadas pelo menos.Era comum ouvir as pessoas lhe dizendo antes da luta "Sem osotogari,por favor."
Kimura encontrou Osawa no dojo da policia metropolitana,e conseguiu um ippon fácil.
Depois foi Abe na kodokan,e lhe pediu para fazer um randori,que ele aceitou tranquilamente.O dojo de mais de 500 pessoas ficou em silencio exceto pela luta dos dois.Duante os 20 minutos de prática,Kimura arremessou Abe de todas as maneiras possiveis,até que ele desistiu.
Um sensei de nome Wushijima arranjou uma luta entre Kimura e Hideo Yamamoto no dojo Mitsubishi em Tóquio,Yamamoto não apresentou nenhum desafio para o agora ainda melhor Kimura,e perdeu a luta com uma Udegarami(chave de braço).
Ele derrotou seguidamente os únicos homens que ganharam dele
Em 1943 Kimura serviu o exército japones.
Através de um arranjo especial,ele podia sair para dar aulas numa escola ginasial em Asakura.
Ele era tido com um bom bebedor,e um dia antes da aula ele tomou 3 litros(três!)de saque antes da aula.

Ele ensinou durante essa aula técnicas de estrangulamento,e deixava os alunos praticarem nele,mas como estava "chapado",acabou apagando"(dormiu mesmo).
Sem defesas,até mesmo um grande judoca pode ser finalizado por um aluno faixa branca.

Judo profissional
Pouco após ter defendido seu título de campeão japones,ele foi convidado para ser instrutor da policia metropolitana de Tóquio,e começaria seu trabalho em abril de 1950.
Em fevereiro de 1950,o sensei Wushijima o contatou,convidando-o para participar de um campeonato profissional de judo,ele aceitou por se sentir em débito com a generosidade do Sensei,e além disso,sua esposa estava com tuberculose e ele precisava de dinheiro para comprar medicamentos.32 judocas se apresentaram para o campeonato,e kimura venceu todos facilmente,lutando a final contra Yamaguchi,vencendo este com um Ippon seoi nague(arremesso por sobre o ombro).
Contudo a empreitada de um campeonato profissional não durou devido a falta de investimento por parte dos patrocinadores.
Com esssa crise,sem receber nada com o judo profissional e a doença de sua esposa,ele e mais 2 judocas resolveram fazer uma tour de judo profissional no Haway.
Durante sua estada no Havai,ele pode comprar os remédios para sua esposa,ela se recuperou e eles continuaram seu casamento,que lhes proporcionou um casal de filhos.


O duelo do século
Rikidozan era tido um dos melhores lutadores profissionais de Wrestling do Japão.Ele largou o sumo após alcançar o Seki-Waki,3º maior nivel de sumo.
Após a Segunda grande guerra,ele passou a se envolver com lutas de rua,sendo derrotado uma vez por um wrestler de nome Harold Sakada.Depois de 2 anos treinando no Havai,ele voltou para o Japão para se consagrar como o melhor wrestler de lá.
Ele era famoso por seu golpes de karate,que aprendeu com Oyama,mesmo que com pouco treino.
Ficou decidido que o "duelo do seculo" seria entre Rikidozan e kimura,e seria relizado em dezembro de 1954.Antes da luta,Kimura avisou aos reporteres que seria uma luta de wrestling profissional,um "show" apenas,seria coreografado.
Kimura,Rikidozan e Koto(?)prepararam a coreografia,Rikidozan começaria aplicando um golpe no peito de Kimura,que o arremessaria em resposta,e a primeira luta deveria ser um empate.Depois eles seguriam cada um ganhando um round(a luta estava programada para 60min).
Após 15 minutos de luta,Rikidozam veio para aplicar o golpe no peito de Kimura,e ele abriu a guarda para receber,mas em ve de um golpe no peito,ele atacou a garganta.Kimura ficou atordoado,e Rikidozam,usando botas pesadas,chutou a sua cabeça e ele foi a KO.
Horas depois os gangsters amigos de Kimura se ofereceram para matar Rikidozan,com alguns voluntários,Mas Oyama estava entre eles(ele tinha Kimura como mentor e bom amigo),mas ele recusou,disse que não havia necessidade de mortes desnecessárias.
Ele sabia que aquele caminho levaria Rikidozan a uma morte violenta,e 10 anos depois Rikidozan foi assassinado por um Yakuza num bar com uma facada

Vale tudo no Brasil em 1959
Kimura viajou para o Brasil para ter sua ultima luta profissional de wrestling/judo.
Ele foi desafiado por Waldemar Santana.
Santana era campão de JJ,apoeira(?)e boxe.
Em uma luta em 1958,Santana havia nocauteado Hélio Gracie em uma luta que tinha durado 3horas e 45 minutos.
Após varias projeções,Kimura finalisou Santana com um chave de braço(udegarami).
Pouco tempo depois,Santana desafiou Kimura para uma luta de Vale tudo.
Logo no inicio da luta,Kimura percebeu que Santana chutava e socava muito melhor do que ele,e sabia que suas chances estavam no newaza(técnicas de solo).
Mas Kimura cometeu um erro,ele tentou aplicar um Ipon Seoi(arremesso por sobre o ombro),mas como ambos estavam suados,e sem judogui,Santana escorregou a Kimura perdendo o equilibrio foi ao solo.Santana seguiu com um soco reto e uma cabeçada no estomago de kimura,não uma,mas 3 vezes.Kimura manteve a calma e controlou a dor,então aplicou um soco bem entre os olhos de santana com tal força que rasgou a pele,Santana banhado de sangue recuou.
Kimura levantou do tatame e perseguiu santana.A luta se estendeu por 40 minutos terminando em um empate.Ambos estavam exaustos e sem condições de causar qualquer dano um ao outro.
Kimura tinha 42 anos,Santana 27
7º dan dos 30 aos 75 anos
Kimura voltou a ensinar judo na universidade de Tokushoku em 1960.Ele treinou alguns judocas de nivel mundial:
-Douglas Rogers:canadense,medalha de prata na olimpiadas de Tóquio.
-Masaki Nishimura:medalha de bronze nas olimpiadas de Munique.
-Kaneo Iwatsuri:Campeão japones de 1970.
Seu 7º dan foi congelado pela Kodokan,após desafensas com elas por suas lutas de wrestling,recusa em retornar a bandeira de campeão japones,e ter graduado atletas no Brasil.
Kimura morreu de cancer no pulmão aos 75 anos.
Ainda hospitalizado,logo após a cirurgia,ele já estava praticando uchikomi(treino de entradas)!







nunca existiu ninguém como kimura
"Kimura No mae Ni Kimura Naku, Kimura No Ato Ni Kimura Nashi."
dizem que po rter lutado contra outras modalidades de lutas, o kodokan queria expulsar Kimura, não achei registro disso, os desafios foram proibidos por volta de 1920, o certo é que Kimura foi um grande representante do judô de Kano.
o Profesor Medhi aqui do Rio de Janeiro , chamado de "francês", já teve aulas com Kimura no Kodokan...


Em construção...
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7 comentários:

Excelente matéria, excelente blog!

Parabéns!

Lindo texto, linda história.
Quais as suas fontes?

excelente, mas gostaria de saber a tradução de "Kimura No mae Ni Kimura Naku, Kimura No Ato Ni Kimura Nashi."
Parabéns

A tradução é algo como "não existe niguém como Kimura".
Sobre as referencias são muitas, mas ainda não terminei a postagem, está em construção, vou atualizando aos poucos e posto a bibiografia no final.

Muito bom mesmo esse post, seria ótimo se encontrassemos esse livro do Kimura "My Judo" para download.

Sem palavras sobre o que vi aqui...
Meu Deus vou mostrar isso para minhas filhas e quem sabe elas acreditam que para se tornarem grandes tem que ser diferenciados.
Obrigado e assim que terminar me avise.
judofamiliafontes@gmail.com

Fique com Deus

Muito bom mesmo mais confesso que também estou ansioso pelas referências bibliográficas