"A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" "Nada sob o céu é mais importante que a educação. Os ensinamentos de uma pessoa virtuosa podem influênciar uma multidão; aquilo que foi bem aprendido por uma geração pode ser transmitidas a outras cem." Jigoro Kano

Não há nada de novo sobre o Jiu Jitsu.


A edição deste mês vai ser uma revisão das fitas do Kosen Judô e uma pequena lição de história. Antes de me mandarem qualquer e-mail perguntando sobre informações históricas adicionais ou como encomendar as fitas de Kosen Judô, por favor visite os links Jiu-Jitsu History e Kosen judô info. As informações para este artigo e a seção de história neste site podem ser vistas integralmente A edição do texto maior (link para handbook.shtml), que estará disponível a partir de agosto de 2003.Este mês vou esclarecer alguns tópicos que sempre ouvi em discussões sobre MMA então ao invés de ter 3.000 argumentos, vamos simplesmente postar um link e voltar a treinar.


É o Judô Jiu-jitsu? Ou o Jiu-jitsu Judô?

Leia a história. Quase tudo feito na arte do Judô veio de um ou mais estilos de Jiu-Jitsu que vieram antes. As notas da versão principal: Jigoro Kano desenvolveu o Judô de alguns estilos de Jiu-Jitsu, como Tenshin-Ryu, Fusen Ryu (de onde nós pegamos a luta de solo) e o Kito Ryu, (para citar alguns). Judô é um estilo mais “esportivo” que combina com o que Kano entendia ser o melhor de cada um destes estilos. Por favor, leia a History, para entendimento completo ao invés de me escrever com dúvidas.







Nada de novo

Eu sempre ouvi muito sobre “inovações” do Brasil e as técnicas mais recentes...Seria verdade? Sim e Não. Sim porque como em qualquer arte, novas variações e caminhos são “descobertos”. Não porque cada vez que eu ouço sobre um novo movimento ou contra ataque, eu logo descubro que tal técnica já existia num livro antigo de Judô, como eu fiz recentemente nas fitas de Kosen Judo. Antes de começar a falar sobre essas fitas, eu quero que todos entendam que eu sou faixa preta de um estilo tradicional de Jiu-Jitsu e a tirei para estudar o BJJ (no qual sou faixa marrom). Eu senti que o “velho” estilo que eu praticava estava carente de certas dimensões que a evolução do estilo brasileiro teve (como comparar um Ford T com um Mustang). Nós fazíamos todos os mesmos movimentos como o Triângulo (Sankaku-jime), chave de braço (juji-gatame), estrangulamentos, imobilizações, projeções, etc.... Mas por causa da influência de Kano e do foco em Tachy-wasa, ao invés de newasa (lembre-se que poucos estilos de Jiu-Jitsu colocavam pesada influência no Newasa (Chão) como o BJJ ou o Fusen Ryu fizeram), a ênfase era em preparar, arremessar e derrubar. É apenas a ênfase e eu senti que desde que nós estejamos todos querendo levar para o chão de alguma maneira, o que acontece lá (uma vez no chão) seria mais importante, então eu mudei para o Brazilian Jiu-Jitsu, o que era uma preferência pessoal. Agora, você tem que olhar para isto de duas formas: Em sendo a ênfase do BJJ o trabalho de chão e do Judô, as quedas. Eu apostaria meu último dólar que num confronto entre um faixa preta de BJJ vs um faixa preta de judô, a luta (sem limite de tempo, claro), começaria com o judoca derrubando. Porém terminaria com o BJJ conseguindo a finalização. Portanto, é questão de prioridade, não que as técnicas não façam parte de cada arte. O Judoca tem mais recursos em pé, o lutador de BJJ tem mais recursos no chão. O representante do BJJ sabe várias quedas de faixa preta, mas não sabe como utilizá-las como também vice-versa. É a preparação que faz as técnicas acontecerem num nível alto. Eu vi várias pessoas que faziam movimentos como Frank Mir com sua americana modificada da guarda. “Eu apliquei essa técnica durante anos e não aprendi numa aula de BJJ, mas de Jiu-jitsu “clássico”´, mas porque não muitas pessoas o viram fazer (ou então a primeira vez que viram tal chave ser aplicada foi no UFC), ficou conhecida como “o arm-lock do Frank Mir” no dia seguinte na Internet. Isso me ocorre o tempo todo. Caras vêm à minha academia toda hora com “novas técnicas” que eu aprendi 10 anos atrás. O Estrangulamento em triângulo foi introduzido no BJJ por meio de um antigo livro de Judô (leia a história neste site, por favor). Tudo isso fica evidente quando você lê “Best Judô” de Isao Inokuma e Nobuyuki Sato, que foi escrito em 1979 (Esse livro engloba tudo que seria considerado unicamente brasileiro como a Omoplata).
Como muitos outros eu achava que em adição aos movimentos, o BJJ tinha algumas coisas que seriam realmente “novas”. Eu pensei isso até que assisti as fitas do Kosen Judô. Eu pensava que todos aqueles movimentos fossem inventados por algum campeão brasileiro que demonstrou isso nesta fita antiga antes do seu tempo. Elas começavam com algo bem simples como a passagem de meia guarda que eu aprendera apenas haviam poucos anos de um amigo brasileiro e faixa roxa a quem fui apresentado com seus “mais avançados movimentos”. Eu responderia que “Bem, a guarda DeLariva é bem única e exclusiva do BJJ!” Nope. Muito antes do DeLariva tem dois velhos japoneses antigos como a criação do mundo, demonstrando a mesma técnica nestas fitas e fazendo raspagens do que eu considerava como sendo a guarda DeLariva de onde você pega a chave de bíceps, com seu queixo sobre a barriga dele, rola o oponente para finalizar na chave de bíceps de cima. Irreal. Eles faziam tudo isso com toda graça e sofisticação de um campeão mundial de 25 anos (lembre-se que os caras pareciam velhos, então todo o lixo dito sobre judocas usando muita força vai pela janela). Agora não me leve a mal, eu não comecei a empoeirar minha velha faixa de Jiu-Jitsu japonês ou algo parecido. Eu ainda não tinha visto os tipos de preparação das fitas de Mario Sperry Máster Series ou do seminário de Michael Jen. A seqüência simplesmente não estava lá. CONTUDO, haviam alguns bons exemplos mortais e entradas que me fizeram grudar na TV como Rainman assistindo o Juiz Wapner. Eu acho que será difícil para o principiante médio pegar esses detalhes, principalmente porque a coisa toda está em japonês, mas acredite, tem dezenas de pequenos detalhes, truques e segredos aqui que me fizeram balançar a cabeça afirmativamente e sorrir o tempo todo, o resto do tempo eu estava tomando nota.
As fitas estão disponíveis na Internet para poucos recursos como alguns que eu listei acima, mas não estão disponíveis (que eu saiba) em inglês, Elas são divididas em quatro categorias, mas desde que a linguagem não é própria e tamanha variedade de movimentos está coberta, não estou certo sobre a organização específica. Porque eu sei muitos movimentos em japonês, aquilo não era completamente confuso para mim, mas eu acredito que a maioria dos espectadores terá que ficar com os olhos bem abertos e os dedos nos botões de pausa e rewind.Concluindo, Brazilian Jiu-Jitsu é uma grande arte e um dos únicos estilos (de Jiu-jitsu) a manter (ou Jiu Jitsu na idade do ouro de seu desenvolvimento) o Jiu-Jitsu vivo. O maketing estratégico da família Gracie é brilhante e nós todos devemos um mundo de gratidão a eles por preservarem ( e claro, adicionarem) tamanha arte (do modo que deveria ser praticado), mas não por tê-la inventado.

RETIRADO DE http://www.jiu-jitsu.net/news_archive_0603.shtml
TRADUÇÃO FLÁVIO ALMEIDA.
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3 comentários:

Muito bom o artigo.

Logo mostarei para o meu sensei de judo. Ele com certeza vai adorar.

O senhor poderia postar um artigo falando sobre as artes que formam
influenciada pelo judo como o sambo russo.

Exelente era o que eu precisava ler!Minhas idéias não são absurdas!
Jiu-Jitsu não foi criado pelos Gracies!Eles se aproveitaram para ganhar dinheiro e levam toda a glória!Caras de pau!
Pobres os que acreditam sem estudar!

Anônimo | 10 de fevereiro de 2011 às 09:06 ¿Responder? |

fiz várias artes marciais,muitas se parecem,mas oque conta mesmo é a cabeça, o preparo e por último a técnica do lutador. o resto é de fundo apenas acadêmico.