"A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" "Nada sob o céu é mais importante que a educação. Os ensinamentos de uma pessoa virtuosa podem influênciar uma multidão; aquilo que foi bem aprendido por uma geração pode ser transmitidas a outras cem." Jigoro Kano

DA SÉRIE,NO MUNDO NADA SE CRIA...

4 comentários sábado, 19 de dezembro de 2009 às 19:35 - Edit entry?













SAIDA DE IMOBILIZAÇÃO COM IDA PARA AS COSTAS-USHIRO-DORI
Na foto temos uma seguência da mesma técnica usada por Royce Gracie, em um manual de defesa pessoal, atualmemte. Em outra, Conde Koma em data desconhecida, provavelmente década de 20, e na outra um wrestler em 1923.














GUILHOTINA-MAE-HADAKA-JIME
Foto atual, campeonato de subimission, na outra, hadaka-jime do livro Judô de A a Z, de 1992, mas existem fotos muito mais antigas, tipo 1900.















TRIÂNGULO INVERTIDO-YOKO-SANKAKU-JIME
Essa foto tirei de um antigo livro de judô, nela um japonês ensina um sankaku-jime invertido, Kimura em 1951 aplicou um desses em Hélio Gracie.















CHAVE DE PÉ-ASHI-GARAMI
Essa foto é antiga, de um manual de jujutsu, 1900.















CHAVE DE BRAÇO INVERTIDA-JUJI-GATAMI
Também de um manual de jujutsu, data, 1900, muita gente acha que essa técnica é exclusiva do jiu-jitsu brasileiro.






















AMERICANA-UDE-GARAMI
Também de 1900.






























GOGOPLATA-KAKATO-JIME
A foto preto e branco é do livro judô de A a Z, já o desenho é do livro de judô "My Method of Judo", de Mikonosuke Kawaishi, publicado em 1955.















MATA LEÃO-HADAKA-JIME
A primeira versão mostra Hélio apliucando a técnica, a segunda é de um livro chinês de 1900.












CHAVE DE BRAÇO NA GUARDA-JUJI-GATAMI
Foto de Mifune, Canon of judô, década de 50.











TRIÂNGULO-SANKAKU-JIME
Mifune na década de 50, tirei do Conon of judô.













CHAVE DE BRAÇO-JUJI-GATAMI
Manual de jujutsu de 1900.

















PEGADA PELAS COSTAS-USHIRO-DORI
Pegada pelas costas com gancho para estabilizar, foto da década de 20.
A outra é de um torneio de ADCC atual.














"69"????!KAMI-SHIRO-GATAMI
Foto de um livro de ne-waza com Tsunetane Oda ainda muito jovem, por volta de 1910.
A outra é do Marcelinho Garcia no ADCC.
















ANACONDA CHOKE-TAWARA-JIME

Mifune faz o mesmo golpe na década de 50, Canon of judô.








CHAVE DE BRAÇO-WAKI-GATAMI
Essa sem comentários.







CHAVE DE BRAÇO PARTINDO DAS COSTAS-JUJI-GATAME
Boa, do judô de A a Z.
A outra é de um livro de jiu-jitsu brasileiro.












IMOBILIZAÇÃO NA LATERAL-MAKURA-KESA-GATAMI
Antigona, um wrestler aplica essa técnica na década de 20, outra é de um livro de jiu-jitsu brasileiro.









ESTRANGULAMENTO NA MONTADA-NAMI-JUJI-JIME
Tsunetane Oda por volta de 1910, a outra é de Hélio Gracie em um desafio.












CRUCIFIXO-JIGOKU-JIME
Judô de A a Z, a outra é de um livro de jiu-jitsu brasileiro.













CHAVE DE PÉ-ASHI-GARAMI
Essa tem até poeira, por volta de 1910, a outra é de um livro de jiu-jitsu brasileiro.










TRIÂNGULO PELAS COSTAS-USHIRO-SANKAKU-JIME
Esse eu tirei do livro "Judô de bolso" de gene lebell, um ótimo livro de judô, a outra é de um livro de jiu-jitsu brasileiro dos Irmãos Machados.
















AMERICANA INVERTIDA-KIMURA-UDEGARAMI
Retirei do livro " A ciência do wrestling' de 1923, existe várias fotos dessa no livro. A outra é de Hélio Gracie em um treino em sua casa.










INVERSÃO-KAKATOGAESHI
Essa foto é de uma coleção de Sambô russo, é de 1910.
A outra é do Hálio e Carlson Gracie em um manual de Jiu-jitsu Gracie.

Kosen Judo

2 comentários terça-feira, 15 de dezembro de 2009 às 18:05 - Edit entry?

Kosen Judo é simplesmente um estilo do Kodokan Judo. O Kosen Judô tem as mesmas quedas e outras técnicas que o judô tradicional, mas com ênfase em newasa.(técnicas e luta no solo), como imobilizações, chaves e estrangulamentos. Este estilo de judô ainda é praticado nos tempos atuais.





O Kosen Judô Taiká era basicamente um campeonato baseado em disputa entre times.No caso de empate era feito um sorteio para se apurar o time vencedor. O treino de newasa era mais fácil a fim de permitir empates em campeoatos e encurtava o tempo de preparação de iniciante para campeonatos. Daí, técnicas como Hikikomi (posição quatro apoios) e Sankaku Jime serem populares e bem pesquisadas. KODOKAN ENTRA EM AÇÃO A eficiência, a efetividade e facilidade de aprendizado do Newasa por lutadores menores e mais fracos modificaram as competições de judô. Era mais fácil treinar um judoca em newasa para fazê-lo paralisar um judoca mais forte mais pesado de outra escola, então o Newasa passou a predominar no Kodokan. Logo, passou a haver maior ênfase em Newasa. Foi devido ao sucesso dessa parte em competições, que Kano introduziu novas regras, limitando o tempo que o judoca poderia permanecer no chão. Foi determinado que as competições teriam e partir do Tachywasa (em pé) e se o competidor levasse o adversário mais de três vezes ao solo era declarado vencedor. Em 1914, Kano organizou o Torneio Entre universidades Kosen realizado na Universidade Imperial de Kioto. Este estilo esportivo de competição era chamado Kosen Taikai. Este estilo de Judô ainda é praticado em algumas universidades japonesas, em especial pelas sete ex-universidades imperiais do Japão.






Kosen Judô seguiu seu próprio destino e manteve as mesmas velhas regras de competição até os dias de hoje. Kano tomou o cuidado de não proibir as regras do Kosen ao introduzir novas mudanças. Ele assim procedeu por diversas razões:

1-Haviam, relativamente poucos judocas treinano apenas newasa;
2- Ele queria especialistas em newasa no Judô;
3-Ele não se convencia que fazer apenas newasa fosse ruim para o judô.
4-Os judocas do Kosen também praticavam Tachy-wasa, além do newasa.

Nage-wasa e Katame Wasa por Jigoro Kano.
Extraído do livro "Energia Física e Mental- escritos do fundador":
"Quando eu estava treinando, eu praticava muito Katame-wasa, mas depois comecei a gostar de nage-wasa, ao aprender o Kito-ryu, passei a crer que se deveria dar ênfase a nage-wasa nos aspectos técnicos do treinamento do judô. Isso não quer dizer que eu considere o Katame-wasa inútil, é claro, mas eu insisto na prática de nage-wasa no início, e só depois de Katame-wasa. Faço isso porque começar com Katame-wasa atrasa o progresso em nage-wasa, e é lógico que começar com nage-wasa faz com que seja mais fácil lembrar do Katamewasa em um estágio posterior. Quando criei o judô kodokan, estimulei a prática de nage-wasa por esta razão. Em resultado, nessa época um grande número de especialistas em nage-wasa se juntou a nós nos primeiros anos do Kodokan.
Pelo fato de termos enfatizado o nage-wasa, o Katame-wasa aos poucos foi deixado de lado. Por volta de 1887, mestres de várias escolas de todo país se reuniram no Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio. Entre eles havia especialistas em Katame-wasa. Ao competir com eles, os praticantes da Kodokan não tinham problemas ao usar o nage-wasa, mas inicialmente tiveram dificuldades ao usar o Katame-wasa. A mesma coisa aconteceu em várias competições realizadas na Kioto Butokukai, com especialistas em Katame-wasa de todo o país- os praticantes da Kodokan ganhavam com facilidade quando usavam nage-wasa, mas sentiam dificuldade com relação ao katame wasa, com o qual estavam menos familiarizados. Por esta razão, reforçamos a prática de Katame-wasa, na qual a Kodokan ganhou mais proeminência. Atualmente, a maioria dos praticantes da Kodokan pode confiar em sua técnica ontra qualquer oponente, seja usando nage-wasa ou Katame-wasa. Devo ressaltar, entretanto, que apesar de termos progredido na prática de Katame-wasa na Kodokan, nosso progresso em nage-wasa foi interrompido. Existe um limite para energia do ser humano e, quando se gasta muita energia em uma área, outra área é negligenciada- isso é inevitável. Por isso agora estou pensando seriamente no randori do futuro. Se Katame-wasa for praticado depois de se enfatizar nage-wasa, será possível que algumas pessoas desenvolvam grande habilidade em ambos. Porém como as pessoas normalmente não são excelentes em ambos, elas deveriam se concentrar no entendimento de nage-wasa, devotando menos energia ao katame-wasa. Os que têm interesse particular em Katame-wasa deveriam praticá-lo como forma principal. No futuro eu planejo usar essa estrutura ao dar instrunções.'


Hugo Mello da Silva

2 comentários quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 às 10:26 - Edit entry?

O Professor Hugo Mello da Silva iniciou sua participação no judô através da luta livre, influenciado pelo fato de ser vizinho do Clube de Regatas Flamengo, onde havia um ring de boxe e de luta livre. Corria o ano de 1936, e as lutas principalmente as de boxe eram realizadas no “Campo do Russo”, onde hoje se encontra a estátua de São Sebastião e a Rádio Globo.
Quando convidado passou a praticar a luta livre, já que tinha o Clube Flamengo uma equipe muito forte fisicamente e toda ela composta por associados, sofreu, apanhou muito no início esse nosso personagem, porém havia também um adepto do levantamento de pesos que o convidou para praticar essa modalidade, prometendo que ele ganharia força, resistência e potência física. Depois de três anos, por volta de 1940, então com dezoito anos de idade, veio a constatar que realmente havia ganhado todas essas qualidades e que os companheiros de luta livre já não podiam mais competir com ele. A prática do levantamento de pesos realmente o levou a adquirir um excelente preparo físico que muito aumentou sua capacidade de luta, inclusive a luta no chão.
Conta ainda o prof. Hugo que em determinado dia quando acontecia uma competição no Clube de Regatas Flamengo, Augusto Cordeiro e Antônio Alves foram visitar o clube e então um grupo de seus companheiros sabendo que ambos eram do judô, isentos de esportividade e respeito pelos visitantes, queriam a todo custo desafiá-los para lutar, contra o que ele se insurgiu, fazendo-os verem que aquele procedimento indigno, uma maneira que não era correta de receber os visitantes, fossem eles quem fossem. E o desafio foi esquecido! É de se constar também que, já nesse tempo dado o seu progresso em técnica, força e potência física, quando havia competições com lutadores mais fortes era sempre o professor Hugo quem os enfrentava.

O Prof. Augusto Cordeiro, impressionado com o seu desempenho, em 1943, o convidou para praticar judô e ensinar para eles a luta de chão da qual era exímio. Aceitado o convite, passou a praticar a nossa arte, o que veio a solidificar também uma grande amizade entre ele, Cordeiro e Antônio Alves.

Foi no Rio de Janeiro que em 17 de julho de 1923, nasceu o prof. Hugo Mello da Silva, filho de Antônio Mello da Silva e D. Maria de Almeida da Silva. Hoje casado com D. MARLENE PESSOA ROCHA, resultando desse casamento os filhos Carlos Alberto e Luiz Antônio, ambos judoístas e shodan. Carlos Alberto foi campeão carioca e brasileiro numa época em que disputava a hegemonia de sua classe com o extraordinário Carmona; convocado para as olimpíadas de Moscou em 1980, não aceitou porque já formado em Educação Física foi chamado a ensinar no Instituto Bennett. Luiz Antônio colabora hoje no Centro Educacional da Lagoa no bairro do Jardim Botânico.
Aproximadamente no ano de 1950, foi este nosso professor ministrar aulas na Academia Romana, lá permanescendo por quatro anos. Logo passou para o Caetés Tênis Clube, e ainda para a associação Bento Lisboa no bairro do Catete. Foi também quando iniciou sua participação dos campeonatos de São Paulo, campeonatos esses por equipes, tendo um deles um fato curioso: Despretensiosa e modesta a equipe carioca chegou sem alarde e praticamente ignorada por todos os presentes, todos olhando com admiração as fabulosas equipes de São Paulo. Veio então o primeiro encontro e ganharam, depois o segundo e no terceiro já estavam todos olhando com respeito e admirando aquela equipe desconhecida do Rio de Janeiro; ganharam a quarta e a quinta, aí já estavam todos assombrados com aquela equipe composta de atletas desconhecidos. Porém para alívio dos assustados paulistas, vieram a perder a luta final, entretanto com um honroso segundo lugar, cujo certificado foi então assinado pelo prof. Yoshio Kihara. Foi realmente sensacional ganhar dos paulistas que eram tidos com imbatíveis. Atualmente, tem o Rio de Janeiro um desenvolvimento muito grande, extraordinário mesmo graças ao trabalho do professor Joaquim Mamede de Carvalho e Silva presidente da Confederação Brasileira de Judô e de Ney Wilson Pereira de Silva, Presidente da Federação de Judô do Rio de Janeiro.

É interessante registrar aqui que o professor Hugo Mello da Silva tem convicções interessantes e um tanto diferentes de outros professores que acham que a divisão de pesos não é salutar, e que veio em detrimento da condição técnica. Não concordando com isso, acha que muita técnica sem um mínimo de força nada adianta; o fraquinho ganhar do forte, não é bem assim! Também quanto à observância da filosofia, acha que temos que considerar que estamos em outra época, em condições e costumes diferentes, e que, também no Japão, já não é como antes, pois tudo nesse mundo é evolutivo e sofre mudanças com o correr do tempo ou a condição perdida. Hoje por exemplo, já não é mais possível aquela disciplina rígida em que o aluno quando perdia apanhava na cara.

Sobre os fatos acima, conta este nosso professor que quando foi para a academia Cordeiro levou consigo o seu equipamento, os pesos com a intenção de lá continuar os seus treinamentos com este material. Porém Cordeiro não queria aceitar, e só com muita insistência acabou permitindo, mas com restrições. Depois, alguns alunos começaram a usá-los e sentiram que, principalmente quando a luta era de chão, para sair de uma pegada, para passar a guarda para segurar a pegada e outras técnicas mais, a força também é de fundamental importância. Hoje, até os nadadores e competidores de outros esportes mais fazem o trabalho de desenvolvimento muscular com pesos.

Devemos lembrar ainda que quanto às arbitragens, eram os professores Hugo e Rudolf Hermanny muito respeitados e requisitados para as competições dadas as suas competências e imparcialidade, e ainda a carência de árbitros na época. Como um alerta para aqueles que pretendem ser árbitros, deixa o recado de alerta de que devem aprender simplesmente tudo o que se relaciona com o judô, ser imparcial, pois para um jovem que se prepara meses e anos para competir, não pode um erro intencional ou não prejudicar toda uma dedicação, todo um esforço, toda a esperança de um desempenho vitorioso. Isso iria feri-lo profundamente e possivelmente ocasionar a desistência de um possível campeão. Porém dessa sua passagem pelo judô, guarda e sempre ficarão na sua lembrança os nomes de pessoas que admira e teve o privilégio de compartilhar a sua vida como os companheiros Hermanny, Kawakami, Kurachi, Cordeiro e Hélcio Gama, este que era o proferido pelas crianças, mesmo com seu porte avantajado e não muito bonito, mas que para as crianças era com quem mais simpatizavam.

De tudo, reconhece que o professor Mamede e o Prof. Ney muito o ajudaram e prestigiaram e que na estrada percorrida, nenhuma mágoa ficou, só permanecem as boas lembranças! (passagem extraída do livro “Personagens e Histórias do Judô Brasileiro de Stanley Virgílio, ed. Átomo, São Paulo 2002). 21) 2551-6983