"A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" "Nada sob o céu é mais importante que a educação. Os ensinamentos de uma pessoa virtuosa podem influênciar uma multidão; aquilo que foi bem aprendido por uma geração pode ser transmitidas a outras cem." Jigoro Kano

Catch Wrestling e o Judô

2 comentários quarta-feira, 28 de outubro de 2009 às 12:18 - Edit entry?


Com exceção do atletismo, o wrestling é o esporte mais antigo, de que se tem conhecimento, e que se pratica ininterruptamente ao longo dos séculos de maneira competitiva. Foi introduzido nas antigas Olimpíadas em 708 AC. Pouco depois da data histórica do início dos Jogos Olímpicos, em 776 AC. O wrestling antecede, historicamente, os Jogos Olímpicos desta época. Existem desenhos de lutadores nas cavernas de Sumero-Akkadian, datados de 3.000 AC. No Egito, também existem estes tipos de desenhos, de 2.400 AC.
Existem centenas de estilos diferentes de wrestling, ao redor do mundo. E muitas civilizações que possuem tribos indígenas, ainda seguem estes estilos. Entre estes estilos, alguns exemplos existentes, são o Glíma wrestling, praticado na Islândia, o Schwingen wrestling na Suíça e o Huka-Huka no Brasil.

Entre 1900 e 1904, alguns lutadores de ju-jutsu de várias escolas, andaram vencendo sistematicamente os enormes lutadores europeus. Na maior parte da Europa, a moda era a wrestling também chamada "Romana" e mais tarde "Greco-Romana". Na verdade, se tratava de uma modalidade cultivada no Sul da França, que era totalmente baseada na força física, daí que os campeões eram gigantes e fortes. Esse estilo de wrestling apelava particularmente a força, de vez que eram proibias técnicas de projeção que agarrassem ou tocassem as pernas dos adversários. Ou seja, era praticamente impossível usar alavancas como é feito no judô. O objetivo final era imobilizar o oponente no solo e evitar ficar com as costas no chão...
Entrava na moda a "cultura física" e o trabalho com pesos. Os wrestlers gigantes viajavam de cidade em cidade, empolgando as massas nos circos e teatros da época. Muitas vezes, era tudo teatro, marmelada como é conhecido aqui no Brasil. Muitas vezes, parte do teatro era trazer lutadores de regiões distantes, com formas exóticas de luta.
O catch wrestling foi mais popular, com os carnavais nos Estados Unidos da América durante o século 19 e início do século 20. Os lutadores do carnaval desafiavam os habitantes locais como parte do "show atlético" do carnaval e os moradores tinham sua chance de ganhar um prêmio em dinheiro se eles conseguissem derrotar o homem forte do carnaval por imobilização ou uma submissão. Eventualmente, os lutadores do carnaval começaram a se preparar para o pior tipo de luta desarmada, com o objetivo de acabar a luta com qualquer morador local, por mais difícil que fosse, de forma rapida e decisiva por submissão. Um "hook" era uma submissão técnica, que poderia terminar o combate em poucos segundos. Como os lutadores carnaval viajavam muito, eles se encontravam com uma variedade de pessoas, aprendendo e utilizando de técnicas de várias outras discipinas de wrestling tradicional, muitas dos quais eram acessíveis devido a um enorme afluxo de imigrantes nos Estados Unidos durante esta época.
Competições de catch wrestling também se tornaram imensamente populares na Europa, envolvendo a preferência dos campeões nacionais de wrestling indiano Grande Gama, Imam Baksh Pahalwan e Gulam da Índia, o campeão mundial dos pesos pesados búlgaro Dan Kolov, o campeão suíço John Lemm, os americanos Frank Gotch, Ralph Parcaut, Ad Santel, Ed Lewis e Benjamin Roller, Mitsuyo Maeda, do Japão, e o estoniano Georg Hackenschmidt. Viajando, lutadores e torneios europeus reuniram uma variedade de disciplinas de wrestling tradicional, incluindo a variedade indiana pehlwani, o Judô e o Ju-jutsu do Japão, entre outros. Cada uma dessas disciplinas contribuíram para o desenvolvimento do catch wrestling da sua própria maneira.
Foi neste ambiente que diminutos japonseses foram aparecendo no Ocidentee assim começaram os desafios contra os wrestlers...
Em 1924 Yukio Tani, praticante de Ju-jutsu, chega à Inglaterra a convite de Barton Wright, um famoso desportista. Envolvendo-se em disputas com lutadores profissionais de wrestling, Tani é tido como o introdutor do Ju-jutsu na Europa.
O pequenino Yukio Tani da Fusen-ryu-Ju-jutsu, discípulo de Mataemon Tanabe venceu lutadores gigantescos, nos palcos de Londres e Paris, e outros lutadores seguiram este caminho. Alguns introdutores do Ju-jutsu na Europa eram também ocidentais que aprendiam algo de Ju-jutsu no próprio Japão, e rumavam depois para o Ocidente, intitulando-se instrutores,mestres, lutadores, ou promotores de lutas. Na Europa e, um pouco depois, nos Estados Unidos pessoas pagavam fortunas aos mestres de ju-jutsu para com eles aprender técnicas de defesa pessoal. Na França, no século XVIII, a moda era aprender defesa pessoal em academias de Savate. No século XIX, a nova moda era aprender defesa pessoal em academias de ju-jutsu.
Lutadores de wrestling americanos e europeus, que outrora estavam sendo derrotados por diminutos japoneses começaram a aprender Judô e Ju-jutsu com os instrutores japoneses que rodavam pelo mundo ensinando a arte e aceitando desafios, o judoca do Kodokan Yoshitsugo Yamashita foi um desses intrutores de Judô nos EUA.
Foi Yamashita quem enfrentou lutadores de wrestling na Casa Branca, na presença de Roosevel. Há um relato segundo o qual Yamashita aplicou uma chave de braço num gigantesco lutador de wrestling americano, que preferiu não bater, e teve o braço fraturado. Graças à influência de Roosevelt , Yamashita foi contratado em 1905 para ensinar na Academia Naval de Annapolis, contrato este renovado por um ano, de novo por pressão de Roosevelt. No ano seguinte, Yamashita voltou ao Japão.
veja a carta do Presidente Rooselvet, que escreveu para sua esposa na época do confronto de Yamashita contra os wrestles americanos...





CARTA DO Theodore Roosevelt
Querida Kermit:
“…Eu continuo treinando Boxe com Grant, que agora se torna o campeão dos pesos médios de Wrestling dos Estados Unidos. Ontem à tarde, nós encontramos o professor Yamashita (Yamashita era o instrutor de Judô de Roosevelt antes de Maeda e Tomita chegarem aos EUA) para lutar com Grant. Foi muito interessante, mas claro Ju-jutsu e o nosso Wrestling estão tão distantes um do outro, que é difícil fazer qualquer comparação entre eles. Wrestling é somente um esporte com regras tão convencional quanto aquelas do Tênis, enquanto o Ju-jutsu realmente significa na prática de matar ou inutilizar nosso adversário. Em conseqüência, Grant não sabia o que fazer a não ser colocar Yamashita de costas, e Yamashita ficou confortável nesta posição. Em menos de um minuto, Yamashita tinha estrangulado Grant e dentro de mais um minuto mais ele o pegou em uma chave de braço que poderia ter quebrado o mesmo; então não houve dúvidas quanto à quem venceu. Então ficou claro que um homem do Ju-jutsu pode bater um wrestler comum, Mas Grant no Wrestling e nas quedas era tão bom quanto o japonês, e era tão forte que evidentemente machuca e preocupa os japoneses. Com um pouco de prática na arte, tenho certeza que um de nossos wrestlers ou boxers pode, simplesmente dada a sua força superior e resistência ,estar apto a matar qualquer japonês, que são excelentes lutadores para seus tamanhos e pesos, apesar de muito pequenos para manter vitórias contra adversários maiores, mais fortes, rápidos e bem treinados.
Theodore Roosevelt (1858-1919)
(Theodore Roosevelt's Letters to His Children. 1919. NEW YORK: CHARLES SCRIBNER'S SONS, 1919 NEW YORK: BARTLEBY.COM, 1999)






A Segunda Guerra estava em curso, pessoas em toda parte do mundo estavão aprendendo Judô Kodokan, livros eram vendidos pelo correio como “Lighting Judô”, “Combat Judô”, “Super Judô made easy”, e muitos outros. Todos esses livros mostravam como qualquer um poderia se tornar um imbatível lutador em 10 lições fáceis, não existia "mistério" em aprender aquelas técnicas. Lutadores de wrestling americanos e europeus, que outrora estavam sendo derrotados por diminutos japoneses começaram a aprender as técnicas de ataque e defesa do Kodokan, alguns deles tinham até instruntores da arte, Yukio Tani era um que ensinava suas técnicas de finalizações a vérios lutadores da época. Muitas batalhas foram travadas entre lutadores do Kodokann contra wrestles ocidentais, agora treinados também em metodologia do Kodokan. O fator tamanho e força começava a fazer diferença nos combates entre os pequenos japoneses e os gigantes e fortes ocidentais, agora eles eram conhecedores de técnicas do Kodokan.





Essas batalhas mostraram ao mundo que não havia nada de misterioso em relação ao Judô; o Judo Kodokan era simplesmente a ciência do Wrestling com alguns métodos não familiares para o ocidente.Quando se compreendeu estes métodos; os judocas passaram a ter dificuldades para vencer oponentes. E de fato; Wrestlers estavam começando a vencer alguns campeões de Judô assim que entenderam como iriam lutar. Porém, é preciso dizer que TODO MUNDO no mundo das lutas estava usando técnicas do Kodokan em seus métodos. É impressionante quando se percebe quão amplo e longe isto pode nos levar. O judô começou a se mesclar com estilos de wrestling ocidental criando assim um novo estilo de luta, o Scientific Wrestling.












Foto AD Santel


Catch wrestling foi uma das duas modalidades envolvidas em uma das primeiras disputas entre modalidades no século XX, que ocorreu entre o lutador americano Ad Santel e o Japonês Tokugoro Ito, faixa preta de Judô de 5º dan.
Ad Santel era o campeão de catch wrestling na categoria de peso-pesado enquanto que Tokugoro Ito era o campeão mundial de Judô. Santel derrotou Ito e se auto-proclamou campeão mundial de Judô.

Santel vs Ito

Foram duas lutas entre Ito e Santel, na primeira santel saiu vitorioso devido a uma queda violenta aplicada em Ito, seis meses depois uma nova luta com vitória de Ito por estrangulamento, mas as provocações de Satel contra o Kodokan não parariam por causa daquela derrota.

Tokugoro Ito February 5, 1916 San Francisco Win for Santel
Tokugoro Ito June 10, 1916 San Francisco Win for Ito



A resposta do Kodokan de Jigoro Kano (sim, ele mesmo, o pai do Judô) foi rápida e veio em forma de outro desafio, o faixa preta de 4º grau - Daisuke Sakai. Mas Santel derrotou o representante do Judô de Kodokan.

Além de ser um lutador de primeira classe do estílo ocidental, Santel aprendeu rapidamente novas técnicas a partir de seus desafios contra lutadores de Jujutsu e Judô Kodokan, já haviam lutadores japoneses perambulando pelos Estados Unidos desde 1880.
Kodokan tentou parar o lendário lutador mandando homens como o faixa preta de 5º grau - Reijiro Nagata (que foi derrotado por Santel por nocaute técnico). Santel também derrotou o faixa preta de 5º grau Hikoo Shoji. As disputas acabariam, após Santel, que ainda não sentido o gosto da derrota pra um representante do Kodokan, desistir de reclamar o título de campeão mundial de Judô em 1924 para seguir uma carreira de lutador profissional em tempo integral.Nesse mesmo ano Santel fez sua última luta contra o Kodokan, ele enfrentou um lutador chamado Ota, a luta de três tempos terminou empatada.
No Japão, o impacto destas perfomances foi imenso. Os japonêses ficaram fascinados com o estilo de wrestling europeu e muitos japoneses viajaram à europa ou para participar nos torneios ou para aprender catch wrestling nas escolas européias.








As referencia para os combates também são encontradas no cartel de Santel.

1914 or 1915
The World Light Heavyweight Champion Ad Santel defeats judoka Tokugoro Itoh, a 5-dan (5th degree black belt), for a judo match in San Francisco. Santel wins when Ito cracks his head and is unable to continue. Santel claims to be the "World Judo Champion."

10/20/1917
Santel meets Taro Miyake in Seattle. Santel slams Miyake so hard that Miyake has "dizzy spells for half an hour after the fall."

11/02/1917
Santel defeats Daisuke Sakai, a Kodokan 4-dan in the Seattle Dojo, in San Francisco.

03/05/1921
Santel goes to Japan and challenges the Kodokan. Although Kodokan orders its judokas not to accept the challenge, Reijiro Nagata (5-dan) and Hikoo Shoji (4-dan) take the challenge. They hold the wrestling vs. judo cards for two days at the Yasukuni Shrine Sumo Hall. Santel defeats Nagata by TKO in the first day.

1924, sua última luta registrada realizou-se em Los Angeles contra um lutador do Kodokan chamado Ota, a luta termina empatada.

O Jornal USA Today, em comemoração ao UFC 100 fez uma matéria com as 50 maiores lutas que mudaram ou fizeram o MMA.
A luta de Santel e Ito está em primeiro lugar na lista, seguida de Hélio contra Kimura e Lebell versus Savage.


Ad Santel def. Tokugoro Ito, 1914
Masahiko Kimura def. Helio Gracie, 1955
Gene LeBell def. Milo Savage, 1963







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Golpes do estilo japonês como chaves em articulações e estrangulamentos eram usados nos estilos americanos e europeus de wrestling, chaves de braços como Ude-garame, Juji-gatame, estrangulamentos      ( hadaka-jime), pegada pelas costas (ushiro-dori), chaves de pé, joelho e calcanhar.
Muitos desses golpes são tidos como inivações “brasileiras” devido ao jiu-jitsu brasileiro.
Mitsuyo Maeda, foi outro judoca japonês que desafiou e venceu vários wrestles em várias partes do mundo. Conhecido como Conde Koma Junto a Antônio Soishiro Satake (outro japonês naturalizado brasileiro), ele foi o pioneiro do judô no Brasil no Reino Unido e em outros países. Maeda e Satake ensinaram judô a vários lutadores da época, no Brasil deu enfrentou e deu aulas a diversos lutadores de wrestling, Jacinto ferro, lutador de greco-romana foi um dos primeiros alunos de Maeda e o ajudava a dar aulas de judô.

Conde Koma

Wrestling profissional, desporto entretenimento atingiu índice de popularidade junto com a televisão.
Em Pro-Wrestling, o México tem sido sempre em primeiro lugar no mundo, seguidos pelo Japão em segundo lugar e os Estados Unidos.
Nos últimos cem anos, o mundo foi testemunha de muitos acontecimentos políticos, econômicos, sociais e desportivas. E só falar sobre os acontecimentos de 21 de Setembro 1933, quando no México, foi fundada na maior empresa do mundode Pro-wrestling, a Empresa Mexicana de "Lucha Libre".
As origens do Pro-wrestling no México, datam de tempos um pouco suspeito. Dizem que o esporte foi introduzido no nosso país durante a intervenção francesa em 1863.
Em 1910 ele chegou ao México, uma empresa italiana , ela chegou ao famoso Teatro Colón António Fournier trazendo entre suas estrelas o famoso Conde Koma (foto) e Nabutaka. Por sua elegância e semblante sempre triste, Mitsuyo Maeda ganhou o apelido de Conde Koma durante o período que ficou no México.













Outra grande semelhança nas técnicas apresentadas nas lutas de Pro-wrestling, na foto maior temos Maeda demonstrando uma fuga de imobilização com ida para as costas aplicando uma ude-garame, na segunda foto acima vemos royce Gracie demomstrando a mesma técnica, na menor uma luta de Pro-wrestling com técnica identica.


















Catch Wrestling e MMA

(Karl e Masahiko Kimura)


Karl Gotch, lendário lutador e aluno da escola "Snake Pit" de Billy Riley, ensinou catch wrestling para lutadores profissionais japonesses no anos 70. Seu alunos famosos são Antonio Inoki, Tatsumi Fujinami, Hiro Matsuda, Osamu Kido, Satoru Sayama (o lendário Máscara de Tigro) e Yoshiaki Fujiwara.
Em 1976, um destes lutadores profissionais, Antonio Inoki, começou a apresentar um série de disputas entre os campeões de vários estilos de wrestling. Isso resultou num popularidade sem precentes de distputas entre estilos de wrestling no Japão. Suas disputas mostravam golpes de catch wrestling como Sleeper hold, Cross arm breaker, Seated armbar, Indian deathlock e Keylock.
Os alunos de Karl Gotch formaram a Federação Universal de Wrestling (Universal Wrestling Federation) no japão em 1984. O movimento da UWF foi liderado pelos lutadores de catch wrestling e originou o "boom" da MMA (artes marciais mistas) no Japão. Catch wrestling forma a base dos estilos de wrestling japonês como o shoot wrestling (que incorpora movimentos realistas, como pegadas de submissão, chutes de kickboxe, etc).São numerosos os lutadores profissionais que têm ligações como catch wrestling. Como o Kazushi Sakuraba, que treinou na escola who Snake Pit, outros conhecidos são Masa Funaki and Ken Shamrock, ambos treinaram com Karl Gotch e Yoshiaki Fujiwara. Ainda há outros famosos com ligação ao estilo como Josh Barnett, Frank Shamrock, Kiyoshi Tamura e Erik Paulson. E a lista não para, muitos pioneiros das MMA como Antonio Inoki, Gene LeBell e até Bruce Lee já estudou Catch Wrestling.

(Sakuraba)




























A LUTA LIVRE NO BRASIL ( versão da Federação de Luta Livre do Brasil)

Em 1928, aos quatorze anos de idade, após ser visto por um estrangeiro (não se sabe quem!) nadando no Clube de regatas na Rua Santa Luzia, Rio de Janeiro, onde era freqüentador, foi convidado a ingressar no mundo da Luta. Tatu associou-se ao Clube A.C.M. do Rio de Janeiro, aonde começou a treinar e se dedicar ao esporte que julgava ser o ideal de sua vida. Teria que ser um esporte onde pudesse usar sua força e garra. Assim começou sua série de lutas até tornar-se profissional e campeão, somando vitórias através dos tempos, percorrendo tablados do mundo e abatendo quantos lhe surgiam à frente. Derrubando invictos e campeões de todo o mundo.


LUTADOR CONTRA A VONTADE DO PAI
(DECLARAÇÃO AO DIÁRIO DE NOTÍCIAS PORTO ALEGRE 1949)


O meu progenitor quando descobriu que abracei o Catch mostrou-se indignado, não estava de acordo com o meu esporte, o que motivou várias rixas. Não queria ele compreender que na Luta estava a razão natural da minha performance física. Era preciso um esporte daquela natureza.
Ele fez contra mim as maiores guerras possíveis. Acredito que somente o amor filial consegui evitar um desfecho menos agradável, o mesmo no entanto não aconteceu com minha mãe, entendia ela que eu deveria fazer o esporte que melhor me parecesse.
Certa vez tive que abandonar o certame, pois que meu pai voltou sua carga contra mim, estava bem colocado já havia vencido três dos mais sérios concorrentes: Marconi campeão Italiano, Henry Pierse campeão olímpico de nacionalidade Holandesa e Bick Chicat, três vezes campeão mundial.
Resolvi então devido as rixas de meu pai abandonar o país e segui para uma temporada no estrangeiro, Buenos Aires (Luna Parck) onde enfrentei novos e reconhecidos campeões de toda parte do mundo, segui então para Santiago do Chile (Cosmopolícan) depois retornei ao Brasil.
Os Empresários julgam-me um profissional caro, por ser realmente o campeão brasileiro, título este conquistado em prélios memoráveis e pelo meu título mais valioso que é o de invicto. Não há regularização ou reconhecimento oficial sobre títulos conquistados em campeonatos, o que produz maiores rendas são os choques entre invictos.
“Dou muita importância às lutas em que me empenho por estar compromissado com o meu velho de que, apenas sofra uma derrota em qualquer parte do território Sul Americano, deverei abandonar definitivamente minha profissão, não posso brincar de perder, por que o “velho” está no Rio de janeiro à espera de uma notícia que me transforme de lutador em mero espectador”.


Perdeu duas lutas no início de sua carreira, contra Mascara Negra e posteriormente durante uma revanche contra Yano judoca japonês, Participou de uma série de campeonatos. Não se tem mais registros de derrotas de Tatu, apenas alguns empates e muitas vitórias. Era apenas o começo de tudo. Lutou outras vezes com Máscara Negra e Yano, vencendo ambos.

PRIMEIRO CAMPEONATO INTERNACIONAL (1936)

Participou do seu primeiro campeonato internacional em 1936, no entanto já era consagrado como campeão Brasileiro.
Chegou então ao Campeonato Mundial “Benedito Valladares” enfrentou lutadores consagrados de toda parte do mundo chegando a final contra Charles Ulsemer, foi uma luta de Campeões, Tatu Campeão Brasileiro X Charles Ulsemer Campeão Francês. A conquista do Cinturão Governador Valladares foi decidida no terceiro round e fazendo jus ao Cinturão de ouro Benedito Valadares, conquistando o Campeonato Mundial em 1940.

Após encerrar sua carreira, continuou treinando e preparando lutadores na prática do esporte que julgava a razão de sua vida, dedicando-se a ensinar suas técnicas que desenvolveu no decorrer de sua brilhante trajetória como lutador, iniciador e preparador de muitos jovens nos segredos desse esporte, foi instrutor de diversas academias, criando assim uma raiz que na atualidade foram divididas em duas ramificações,
Fausto Brunocilla e Roberto Leitão.
Fausto Brunocilla, foi um destacado lutador de Luta-Livre, aluno do Mestre Tatu, já mestre Leitão treinou judô sem kimono com vários japoneses como Kimura,Takeo Yano e com outros lutadores brasileiros pioneiros na luta livre... Profundo conhecedor de lutas,Beto Leitão foi o responsável pelo treinamento de chão de diversos lutadores com fama internacional, como Marco Ruas, Pedro Rizzo e Antoine Jaoude.
No cadastro oficial da federação o Senhor Roberto Leitão é 10º DAN e Carlos Brunocilla "Carlinhos Brunocilla" 8º DAN.

Cadastro Oficial de Faixas Pretas da Federação


1.Euclydes Hatem "Tatu" - “Honoris Causa” (FUNDADOR) "in memorian"
2.Fausto Brunocilla - “Honoris Causa” "in memorian"
3.Hugo Mello - “Honoris Causa” "in memorian"
4.Silvio Sarabando - "Honoris causa"
5. Roberto Leitão – 10º DAN - (RVT)
6. Carlos Brunocilla "Carlinhos Brunocilla" – 8º DAN (BRUNOCILLA)
7. João Ricardo N. de Almeida - 7º DAN - (ACADEMIA BUDOKAN)
8. Denílson Maia - 6º DAN
9. Paulo Fernando Cabral "Paura" - 6º DAN
10. Ronaldo menna - 6º DAN
11. Sergio Almeida Vasconcelos "Serjão" - 6º DAN
12. Paulo Roberto T. Lencastre - 6º DAN
13. Antonio Vieira da Silva "Naval" 7º Dan (EQUIPE LBLA)
14. Nilton Pereira da Silva "Martelo" 6º Dan (EQUIPE LBLA)
15. Raymundo Nonato Miranda de Carvalho "Kimurinha" 6º Dan (EQUIPE LBLA)
16. José Higino Alves Nunes 7º DAN (EQUIPE LBLA)
17. Wilson Pereira Matos "Boi" 5º DAN (EQUIPE LBLA)
18. Hugo Duarte - 5 º DAN (HUGO DUARTE TEAM)


A Luta livre moderna veio do Pankration????

Pankration era um antigo desporto de combate sem arma, que segundo a mitologia grega teve início com os heróis Hércules e Theseus. Teve a sua primeira aparição em Jogos Olímpicos no ano de 648 a.C. O Pankration seria um combate entre dois lutadores e as primeiras lutas a serem usadas foi o wrestling e o boxe.
A palavra é de origem grega e signfica: Pan (todos) Kratos (força). Pankration foi mais que um esporte olímpico ou algo mitológico, ele era a base de treinamento dos soldados gregos.
As lutas eram vencidas por finalização ou se o oponente ficasse incapacitado de alguma forma de continuar a luta. Não existia divisão de peso ou limite de tempo no round, na época existiam poucas regras, como não poder morder e por o dedo no olho. O pancrácio é um dos temas abordados no primeiro arco de histórias de Nova Hélade. Trata-se de uma das mais antigas lutas gregas, uma mistura de boxe com luta livre, com golpes e técnicas de lutas que incluem socos, chutes, estrangulamentos, agarramentos e imobilizações. Em suma, as únicas coisas proibidas no pancrácio era morder, arranhar, golpear os olhos ou a genitália do adversário (pelo menos isso!). As lutas não possuíam limite de tempo, e só acabavam quando um dos lutadores se rendia, ou como não era raro acontecer, morria. Mas mesmo sendo uma luta incrivelmente brutal e violenta, o pancrácio era uma das modalidades esportivas que compunham as olimpíadas na Grécia antiga, e segundos relatos, era o esporte de maior prestígio entre os helenos.Sendo pagãos para os Cristãos, os Jogos Olímpicos foram proibidos e o Pankration reprimido o que levou ao seu quase desaparecimento...
Com efeito mesmo após a proibição da sua prática nos jogos, como bem dizes pelo Imperador Teodósio, não significou que a modalidade deixasse de se praticar. Com efeito existem registos em que mostram que quase todos os povos, conquistados pelos romanos beneficiaram da expansão desta modalidade. Contudo, com os séculos o seu uso foi-se perdendo e a modalidade, como era praticada então extinguiu-se.
Quando Alexandre o Grande conquistou todo o medio oriente até à India, onde ficaram a governar os seus chefes militares, depois da sua morte, o Pankrátion continuou, influenciando as modalidades nativas.
Desta forma, as Artes Marciais puderam desenvolover-se a partir de várias fontes, transformando-se naquilo que hoje são, mas não podemos de forma alguma afirmar que a Luta-livre do Brasil é descendente direta do Pankrátion.
Do terceiro século depois de Cristo em diante, a Grécia começou a decair, em alguns séculos depois as cidades e estados desapareceram, e com eles o Pankration.
Não se tem registro do estilo de luta durante 1600 anos, nos anos 70 uma americano chamado Jim Arvanitis tentou 'recriar" essa antiga luta, mas o novo Pankrátion só resurgiu realmente em 1995 quando univresitário e atletas gregos começaram a fazer pesquisas através de evidências arqueológicas para fazer uma releitura da arte para os dias atuais.



Epopeia de Gilgamesh
Em meados do século XIX, após a descoberta na antiga cidade de Nínive da biblioteca do imperador assírio Assurbanípal , o mundo redescobriu as antigas grandes civilizações da Mesopotâmia em tábuas de argila contendo escritos em sinais mais tarde denominados cuneiformes. Civilizações estas de que até então, o pouco que se conhecia estava contido nos livros da Bíblia.
Segundo arqueólogos, a epopéia de Gilgamesh é a obra mais antiga de todo o planeta. Foi escrita em sumério cerca de 2.600 a. C. Os sumérios foram os mais antigos habitantes da Mesopotâmia e inventaram a escrita cuneiforme (em forma de cunha). O texto foi encontrado entre 669-626 d.C. na biblioteca de Assurbanipal em sua versão Assíria. Consta de 12 tabuletas, sendo que a última foi retirada de várias traduções por razões lingüísticas e arqueológicas.

Dois terços dele são deus, um terço dele é humano. Seu corpo é perfeito, os deuses o completaram. E sua mãe, Ninsun, ainda a dotou de beleza. (...) No recinto de Uruk ele vivia (...) com força tão grande como a de um boi selvagem" (Os trechos entre parenteses com reticências são trechos em que as tabuletas não puderam ser traduzidas).
O poema de Gilgamesh, na época dos sumérios, já descrevia em caráter cueniforme a luta, com golpes , técnicas, mas não encontrei nehuma fonte que me levasse as finalizações da Luta livre brasileira.


Técnicas de ne-waza como conhecemos hoje não são encontradas no poema, a maioria das técnicas descritas se resumem a quedas e estrangulamentos.

 



3000 (2800?) Antes de Cristo-Iraq Khafaji Temple Sem nehuma ligação com o que temos hoje, somente um wrestling primitivo.























2900 Antes de Cristo- Iraq





Lutadores praticam um wrestling primitivo, novamente não encontramos ligação entre o antigo método de luta com o ne-waza atual, a maioria das técnicas são focadas em levar o oponente ao chão, como ainda fazemos atualmente na luta Greco-romana, ou estilo livre de wrestling.












Beni Hassan, ou Beni Hasan é uma localidade do Egipto Médio, situada na orla oriental do Nilo, a uns vinte quilómetros ao sul de O-Minya e uns 270 quilómetros ao sul do Cairo. Durante o Império Médio era o centro do culto à deusa Pajet.


A zona possui uma necrópolis na ribera oriental do Nilo que data da época das dinastías XI e XII; suas tumbas foram utilizadas pelos governadores do nomo 16 do Alto Egipto. As tumbas estão escavadas na rocha ao este do rio, e são similares a outras da mesma época. A maioria têm uma disposição similar, com uma entrada talhada na rocha e uma sala grande com colunas. Os decoradores representaram tanto a biografia do morto como outras cenas. Em muitas dessas cenas, encontramos lutadores da época praticando uma espécie de wrestling egípicio. As imagens são ricas em detalhes, muitas dessas técnicas são usadas ainda nos dias atuais.







2400 Antes de Cristo- Beni Hasan tomb, Egypt.
Novamente não encontramos ligação com o ne-waza de hoje.






Em construção...

Masahiko Kimura

8 comentários quinta-feira, 15 de outubro de 2009 às 15:09 - Edit entry?

Masahiko Kimura,1,70m de altura,85kg,nasceu em 10 de setembro de 1917 em Kumamoto,Japão.
Aos 16 anos,após 6 anos de judo,ele foi promovido ao 4º dan,após ter derrotado consecutivamente 6 oponentes,todos 3º e 4º dan.
Aos 18 anos,em 1937,se tornou o mais jovem godan(5º dan de faixa preta)da história do judo,após derrotar 8 oponentes seguidos na kodokan.
Em outubro de 1935,ele ganhou seu 1º grande titulo,campeão japonês colegial,e foi o 1º estudante a ganhar a permissão de participar do campeonato japones profissional,ele ganhou o campeonato.
Após o campeonato,ele comeu 13(treze)tigelas de arroz e foi treinar,ele fez naquela noite 500 entradas(uchikomi,treino de entradas para projeção),1km de canguru(saltitos)e 500 golpes d karate(com a faca da mão,ele treinava no makiwara socos tb,para enrijecer os dedos e fortalecer a pegada).Ele estava preocupado com o fato de ter tomado um wazari,e que por pouco não perdeu a luta,e chegou a conclusão de que,para manter o titulo pelos próximos 10 anos,ele teria que treinar muito mais que qualquer outro judoca.Kimura passou a treinar 9 horas por dia,fazendo 1000 entradas,muito mais que seus rivais,que treinavam 3-4 horas por dia e faziam 300 entradas
Ele ganhou o campeonato japones por 13(treze)anos seguidos.
Ele ganhou em 1940 o Ten Ran Shiai,um campeonto especial realizado na presença do imperador japones. Masahiko Kimura, veio ao Brasil à convite do jornal São Paulo Shinbun (periódico da colônia) para realizar uma série de lutas de pro-wrestling.
No final de julho de 1951, Masahiko Kimura, o número um do Japão, veio ao Brasil juntamente com dois companheiros lutadores (Kato e Yamagushi).










Kimura e os Gracie, o "gigante" não parece ser tão grande...



O "GIGANTE KIMURA"




No Brasil diziam que Kimura era 40 Kg mais pesado que Hélio e dezessete anos mais novo, que teria declarado que se Hélio resistisse 3 minutos na mão dele poderia se declarar vencedor, etc. Quanto ao tempo de luta, o próprio Hélio falou que com segundos Kimura o atirou ao chão e fez uma pressão tão grande que enquanto pensava se batia ou não desmaiou de olhos abertos, mas Kimura mudou de posição e ele acordou. Em outro vídeo, Hélio disse ao fundo da dublagem japonesa que Kimura o pegou como se fosse um menino, que não viu no lutador nenhuma maldade ou grosseria. Quanto à diferença de idade,sabemos que, se Hélio nasceu em 1913 e Kimura nasceu em 1917, não poderia ser de 1'7 anos, ou de nove como o Rórion fala no vídeo da luta. Qaunto à diferença de peso, basta olhar o vídeo da luta pra ver que não poderia ser de 40 kg. Kimura fala em sua autobiografia que havia um caixão na entrada do maracanãzinho, que quando disseram que era para ele teve vontade de rir. Também diz que quando Hélio finalizou Kato em São Paulo, sairam carregando o "caixão de Kato". Faço uma ressalva quanto ao texto quanto ao fato de alegar que os Gracie lutariam um estilo de jujutsu em face do estilo do Kodokan. Eles aprenderam com um dos maiores nomes da Kodokan de todos os tempos,Mitsuyo Maeda, logo não eram ligados a nenhum estilo de jujutsu tradicional, embora na época pairasse muita desinformação, aliás, coisa que ainda hoje existe.
(Foto,Ude garame ou Kimura Golpe conhecido pelo seu nome no Brasil)







A luta de Kimura com Helio, diz Mehdi, "era uma piada". Kimura concordou em demorar por 10 minutos, diz Mehdi, para fazer o dinheiro dos fãs valer a pena e começar a lutar depois deste tempo. Mehdi imitou a movimentação de Helio na luta, exagerando seu desajeitamento. Aos Treze minutos da luta, Kimura finalizou Helio com uma chave de ombro, que os brasileiros agora chamam "Kimura" em sua honra ("não chame isto "Kimura", Mehdi previne—é ude garami"). Existia alguma conversa de combinar previamente o resultado real da luta, mas a embaixada japonesa advertiu severamente Kimura que se ele perdesse ele não seria bem-vindo de volta a sua casa no Japão. Um certo grau de coreografia podia ser aceito mas para maior o campeão do Japão perder para um esquelético gaijin, isso seria demais.
Outro exemplo da atitude dos Gracie no que se relaciona a precisão, Mehdi diz que Kimura pesou 80 quilos, não os 100 normalmente reivindicados (ele me mostrou a um retrato dele e Kimura aproximadamente na época da competição; eles pareceram ser a mesma altura e peso, e Mehdi é mais ou menos 5 '9" e 80 quilos. Por outro lado, Kimura pesou 86 quilos para sua final de judo shiai em Tóquio em 1949. É possível que ele tenha ganho alguns quilos durante os dois anos entre as competições.)

Hélio e Carlos Gracie receberam uma ligação de um jornalista amigo, que estava entrevistando os lutadores, com as seguintes palavras: “Hélio, estão aqui comigo os campeões mundiais de Jiu-Jitsu”. E foi assim que Hélio desafiou Kimura, que recusou o desafio:
“Na minha vitória sobre Hélio poderão alegar grande diferença de peso. Como tenho certeza que Kato vencerá com a mesma facilidade, acho melhor assim”, declarou aos jornais o campeão japonês, que garantiu que lutaria com Hélio, caso vencesse Kato, que pesava 75kg.

Kato havia sido apresentado no Brasil como o terceiro melhor do mundo, já de Yamagushi, bem mais pesado, os japoneses se recusaram a oferecer as credenciais.
Muito tempo depois, o Rorion deu uma mancada lá nos EUA ,ele falava sobre a luta de seu pai e os dois japoneses (Kato e Kimura), só que americano gosta de numeros e estatisticas. quando A Familia Gracie começou a fazer sucesso, foram logo investigar quem era o Kato e Kimura, fizeram uma pesquisa la no próprio Japão, na Kodokan mesmo. Em poucos meses depois do primeiro UFC, a mídia especializada ja estava botando a limpo o que era verdade e o que nao era.
SR. Kato por exemplo, ele era simplesmente um quinto dan em judo, igual a duzias, que nunca se classificou no campeonato Nacional de Judo do Japão, enquanto Kimura foi campeao do torneio varias vezes.
SR. Kato era bom lutador de judo? sim! Claro. Foi grande mérito do Mestre Hélio ter finalizado o japonês, mas a questão toda era que o Rorion Gracie havia anunciando nos EUA (e falaram também no brasil) como sendo o segundo melhor lutador de jujutsu no mundo... essa estórinha foi por agua a baixo ja que o kodokan mantém os records de todos os seus lutadores, o exagero no tamanho do Kimura também, no livro do próprio Kimura, "my judô", ele fala de seu peso, cerca de 85 kilos, longe do mostro pintado aqui no brasil, ele fala também de um lutador brasileiro, judoca sexto dan que enfrentou no brasil em 1955, quem seria?

Em uma entrevista no site Judoimfo.com, o entrevistador pergunta: "Qual estilo de jiujitsu você aprendeu?" Mas nos comentários estava que Maeda era judoca. Hélio responde que nunca tinha ouvido a palavra "judô" antes de 1950, que os lutadores japoneses que enfrentara falavam em jiujitsu e não "judô", que o judô veio associado ao esporte, o que era verdade, tanto que a imprensa toda chamava os lutadores Kato e Kimura de campeões de "jiu-jitsu", apesar de, no Japão, já ter se pacificado a controvérsia há tempos. O fato engraçado é que, Kimura em sua autobiografia, "my judô", diz ser Hélio, professor de judô 6º dan e Waldemar Santana também . Pra nós brasileiros, Kimura e Kato eram lutadores de jiujitsu, pra eles, Hélio e Waldemar eram judocas.


(Foto, Kimura no Kosen em 1937)







Na primeira luta de Hélio e Kato, o público ocupava 1/3 do Maracanã, Hélio começou levando uma queda espetacular, mas aos poucos foi trazendo o Judoca para sua guarda. Até o final do confronto, nada de interessante havia ocorrido até que nos últimos minutos do terceiro round, Hélio permitiu que Kato lhe aplica-se um “seoi-nague” e inverteu agilmente a posição, terminando montado, o que levou o público ao delírio. Kato foi salvo pelo gongo, e a luta terminou empatada. Ao final, Hélio surpreso disse ao seu irmão: “Eu posso vencer esse japonês”.

A segunda luta ocorreu em São Paulo, Hélio Gracie, bem mais confiante, soltou o jogo e após levar quatro quedas do Japonês o apagou com um estrangulamento da guarda fechada, faltando quatro minutos para o final do primeiro round. Na volta para o Rio, Hélio fez a seguinte declaração para “O Globo”:
“Ele não percebeu que minha outra mão entrava-lhe diretamente na aba do Kimono. Estávamos portanto, tentando o estrangulamento, ambos com os golpes armados, mas Kato não conseguiu passar pela minha barragem de pernas, tornando o meu golpe mais eficiente e entrando então na fase decisiva da luta. […] Notei que o japonês largou para defender o seu pescoço, consumando a minha supremacia no golpe. Apertei mais o golpe e Kato começou a desfalecer, diminuindo a pressão nos meu pulsos. Por isso continuei fechando o estrangulamento, chamando a atenção do juiz: “O japonês vai dormir”. O juiz não me ouviu, ou não me entendeu, mas, afinal, o larguei para o lado, caindo Kato pesadamente como um fardo. Fui ao canto, enquanto Kato era socorrido, voltando a si somente segundos depois. Foi a maior emoção da minha vida, porque constatei que meu Jiu-Jitsu era superior ao dele.
Com a derrota de Kato, Kimura invadiu o ringue e desafiou Hélio Gracie.
A luta entre Kimura e Hélio estabeleceu um recorde de renda no Maracanã (339 mil cruzeiros), com direito à presença do vice-presidente da república, Café Filho.
Na luta com Hélio, Kimura o jogou repetidamente com IPPON-SEOI-NAGE, OSOTO-GARI, HARAI-GOSHI, imobilizou, estabilizou, imobilizou com KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME, KESA-GATAME, imobilizou, tentou estrangular e finalizar com chave - SANKAKU-GATAME, posteriormente, aplicou OSOTO-GARI, imobilizando mais uma vez através de KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME e, finalmente, finalizou através de uma chave de braço denominada UDE-GARAMI, tendo, em virtude disso, provocado a quebra do cotovelo do braço esquerdo do opositor em dois lugares.
O que os jornais da época não relataram e as pessoas nos dias atuais não sabem é que a luta de Kimura e Hélio durou apenas três minutos no chão, onde Hélio se dizia especialista, os primeiros dez minutos Kimura só derrubou Hélio com um repertório vasto de quedas, como Hélio não desistia mesmo diante de quedas violentas aluta foi levada para o chão.
Leia o relato do Kimura da luta descrito em seu livro "MY JUDÔ":

"The gong rang. Helio grabbed me in both lapels, and attacked me with O-soto-gari and Kouchi-gari. But they did not move me at all. Now it's my turn. I blew him away up in the air by O-uchi-gari, Harai-goshi, Uchimata, Ippon-seoi. At about 10 minute mark, I threw him by O-soto-gari. I intended to cause a concussion. But since the mat was so soft that it did not have much impact on him. While continuing to throw him, I was thinking of a finishing method. I threw him by O-soto-gari again. As soon as Helio fell, I pinned him by Kuzure-kami-shiho-gatame. I held still for 2 or 3 minutes, and then tried to smother him by belly. Helio shook his head trying to breathe. He could not take it any longer, and tried to push up my body extending his left arm. That moment, I grabbed his left wrist with my right hand, and twisted up his arm. I applied Udegarami. I thought he would surrender immediately. But Helio would not tap the mat. I had no choice but keep on twisting the arm. The stadium became quiet. The bone of his arm was coming close to the breaking point. Finally, the sound of bone breaking echoed throughout the stadium. Helio still did not surrender. His left arm was already powerless. Under this rule, I had no choice but twist the arm again. There was plenty of time left. I twisted the left arm again. Another bone was broken. Helio still did not tap. When I tried to twist the arm once more, a white towel was thrown in. I won by TKO."

Foram apenas cerca de três minutos no chão, é engraçado as pessoas não saberem desse detalhe da luta após tanto tempo...




Hélio declarou no dia seguinte:
“Kimura, como grande esportista que é, demonstrava surpresa quando constatava que eu tinha recursos técnicos para escapar dos golpes que ele me armava. Com isso, logo compreendeu que teria que adotar outra tática para chegar a vitória: Martelar uma parte só do meu corpo. Suas seguidas chaves acabaram por quase inutilizar meu braço para a luta. Eu não esperava tamanha insistência no mesmo golpe. Fico com o consolo que só a superioridade física permitiu ao campeão realizar tantas vezes o mesmo golpe.”

Quem puder,leia essa entrevista:
http://www.judoinfo.com/helio.htm
É uma entrevista com Hélio Gracie,sobre sua luta com Kimura.
Tem uma parte em que ele diz que "apagou" durante a luta,coisa que ele não havia contado pra ninguém até hj:
Helio:"Well, this is what I've never told anybody before. It seems I went unconscious while I was thinking about what to do [give up or not]."
"Bem,isso é o que eu nunca contei a ninguém antes,parece que eu fiquei inconsciente enquanto eu pensava se deveria bater ou não."

"Se Kimura continuasse a me estrangular,eu teria morrido com certeza.Mas como eu não desiti,ele passou para a próxima técnica.Sendo liberado do estrangulamento e a dor da técnica seguinte me acordaram e eu pude continuar a lutar.Kimura foi para o tumulo sem saber que eu fui finalizado.Se possivel,eu gostaria de poder ter falado com ele sobre a luta e deixar-lhe saber sobre isso."

4 derrotas na vida de Kimura
Todas as derrotas de Kimura foram em 1935.
Num capeonato,o Kohaku Shiai,ele ganhou 8 lutas e perdeu a nona para um lutador de nome Miyajima,da universidade de Meiji.
Em maio do mesmo ano oi para Kenichiro Osawa,na divisão de 5º dan do esporte.
Na 2a luta,ele lutou contra Kenshiro Abe,que viria a ser o campeão da divisão aquele ano.
E no outono ele lutou contra Hideo Yamamoto,na divisão de 5º dan tb,sua quarta derrota.
Kimura ficou extremamente desapontado com suas derrotas,e pensou seriamente em abandonar o judo,mas foi dissuadido da idéia por seus melhores amigos,Funeyama e Kai,e com seu encorajamento começoua treinar com nova determinação.
Ele passou a treinar pela noite afora em uma arvore,aperfeiçoando seu Osotogari,sua técnica predileta.
Após 6 meses de treino intensivo,seu Waza(técnicas de projeção)estava tão afiado,que diariamente na Kodokan,seu treinos de Randori(treino de luta)resultavam em 10 pessoas machucadas pelo menos.Era comum ouvir as pessoas lhe dizendo antes da luta "Sem osotogari,por favor."
Kimura encontrou Osawa no dojo da policia metropolitana,e conseguiu um ippon fácil.
Depois foi Abe na kodokan,e lhe pediu para fazer um randori,que ele aceitou tranquilamente.O dojo de mais de 500 pessoas ficou em silencio exceto pela luta dos dois.Duante os 20 minutos de prática,Kimura arremessou Abe de todas as maneiras possiveis,até que ele desistiu.
Um sensei de nome Wushijima arranjou uma luta entre Kimura e Hideo Yamamoto no dojo Mitsubishi em Tóquio,Yamamoto não apresentou nenhum desafio para o agora ainda melhor Kimura,e perdeu a luta com uma Udegarami(chave de braço).
Ele derrotou seguidamente os únicos homens que ganharam dele
Em 1943 Kimura serviu o exército japones.
Através de um arranjo especial,ele podia sair para dar aulas numa escola ginasial em Asakura.
Ele era tido com um bom bebedor,e um dia antes da aula ele tomou 3 litros(três!)de saque antes da aula.

Ele ensinou durante essa aula técnicas de estrangulamento,e deixava os alunos praticarem nele,mas como estava "chapado",acabou apagando"(dormiu mesmo).
Sem defesas,até mesmo um grande judoca pode ser finalizado por um aluno faixa branca.

Judo profissional
Pouco após ter defendido seu título de campeão japones,ele foi convidado para ser instrutor da policia metropolitana de Tóquio,e começaria seu trabalho em abril de 1950.
Em fevereiro de 1950,o sensei Wushijima o contatou,convidando-o para participar de um campeonato profissional de judo,ele aceitou por se sentir em débito com a generosidade do Sensei,e além disso,sua esposa estava com tuberculose e ele precisava de dinheiro para comprar medicamentos.32 judocas se apresentaram para o campeonato,e kimura venceu todos facilmente,lutando a final contra Yamaguchi,vencendo este com um Ippon seoi nague(arremesso por sobre o ombro).
Contudo a empreitada de um campeonato profissional não durou devido a falta de investimento por parte dos patrocinadores.
Com esssa crise,sem receber nada com o judo profissional e a doença de sua esposa,ele e mais 2 judocas resolveram fazer uma tour de judo profissional no Haway.
Durante sua estada no Havai,ele pode comprar os remédios para sua esposa,ela se recuperou e eles continuaram seu casamento,que lhes proporcionou um casal de filhos.


O duelo do século
Rikidozan era tido um dos melhores lutadores profissionais de Wrestling do Japão.Ele largou o sumo após alcançar o Seki-Waki,3º maior nivel de sumo.
Após a Segunda grande guerra,ele passou a se envolver com lutas de rua,sendo derrotado uma vez por um wrestler de nome Harold Sakada.Depois de 2 anos treinando no Havai,ele voltou para o Japão para se consagrar como o melhor wrestler de lá.
Ele era famoso por seu golpes de karate,que aprendeu com Oyama,mesmo que com pouco treino.
Ficou decidido que o "duelo do seculo" seria entre Rikidozan e kimura,e seria relizado em dezembro de 1954.Antes da luta,Kimura avisou aos reporteres que seria uma luta de wrestling profissional,um "show" apenas,seria coreografado.
Kimura,Rikidozan e Koto(?)prepararam a coreografia,Rikidozan começaria aplicando um golpe no peito de Kimura,que o arremessaria em resposta,e a primeira luta deveria ser um empate.Depois eles seguriam cada um ganhando um round(a luta estava programada para 60min).
Após 15 minutos de luta,Rikidozam veio para aplicar o golpe no peito de Kimura,e ele abriu a guarda para receber,mas em ve de um golpe no peito,ele atacou a garganta.Kimura ficou atordoado,e Rikidozam,usando botas pesadas,chutou a sua cabeça e ele foi a KO.
Horas depois os gangsters amigos de Kimura se ofereceram para matar Rikidozan,com alguns voluntários,Mas Oyama estava entre eles(ele tinha Kimura como mentor e bom amigo),mas ele recusou,disse que não havia necessidade de mortes desnecessárias.
Ele sabia que aquele caminho levaria Rikidozan a uma morte violenta,e 10 anos depois Rikidozan foi assassinado por um Yakuza num bar com uma facada

Vale tudo no Brasil em 1959
Kimura viajou para o Brasil para ter sua ultima luta profissional de wrestling/judo.
Ele foi desafiado por Waldemar Santana.
Santana era campão de JJ,apoeira(?)e boxe.
Em uma luta em 1958,Santana havia nocauteado Hélio Gracie em uma luta que tinha durado 3horas e 45 minutos.
Após varias projeções,Kimura finalisou Santana com um chave de braço(udegarami).
Pouco tempo depois,Santana desafiou Kimura para uma luta de Vale tudo.
Logo no inicio da luta,Kimura percebeu que Santana chutava e socava muito melhor do que ele,e sabia que suas chances estavam no newaza(técnicas de solo).
Mas Kimura cometeu um erro,ele tentou aplicar um Ipon Seoi(arremesso por sobre o ombro),mas como ambos estavam suados,e sem judogui,Santana escorregou a Kimura perdendo o equilibrio foi ao solo.Santana seguiu com um soco reto e uma cabeçada no estomago de kimura,não uma,mas 3 vezes.Kimura manteve a calma e controlou a dor,então aplicou um soco bem entre os olhos de santana com tal força que rasgou a pele,Santana banhado de sangue recuou.
Kimura levantou do tatame e perseguiu santana.A luta se estendeu por 40 minutos terminando em um empate.Ambos estavam exaustos e sem condições de causar qualquer dano um ao outro.
Kimura tinha 42 anos,Santana 27
7º dan dos 30 aos 75 anos
Kimura voltou a ensinar judo na universidade de Tokushoku em 1960.Ele treinou alguns judocas de nivel mundial:
-Douglas Rogers:canadense,medalha de prata na olimpiadas de Tóquio.
-Masaki Nishimura:medalha de bronze nas olimpiadas de Munique.
-Kaneo Iwatsuri:Campeão japones de 1970.
Seu 7º dan foi congelado pela Kodokan,após desafensas com elas por suas lutas de wrestling,recusa em retornar a bandeira de campeão japones,e ter graduado atletas no Brasil.
Kimura morreu de cancer no pulmão aos 75 anos.
Ainda hospitalizado,logo após a cirurgia,ele já estava praticando uchikomi(treino de entradas)!







nunca existiu ninguém como kimura
"Kimura No mae Ni Kimura Naku, Kimura No Ato Ni Kimura Nashi."
dizem que po rter lutado contra outras modalidades de lutas, o kodokan queria expulsar Kimura, não achei registro disso, os desafios foram proibidos por volta de 1920, o certo é que Kimura foi um grande representante do judô de Kano.
o Profesor Medhi aqui do Rio de Janeiro , chamado de "francês", já teve aulas com Kimura no Kodokan...


Em construção...

Anton Geesink

1 comentários quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 21:49 - Edit entry?


A Federação internacional de judo, promoveu, em 1956, o primeiro Campeonato Mundial, em Tóquio. O segundo Pan realizou-se no mesmo ano e desta vez o Brasil participou, todos os atletas brasileiros conquistaram medalhas. O segundo Mundial, EM 1958, também em Tóquio. O terceiro Mundial aconteceu em 1961, em Paris, e pela primeira vez, um ocidental sagrou-se campeão. O holandês Anton Geesink foi o primeiro a derrotar um japonês considerado favorito.Antonius Johannes Geesink, mais conhecido como Anton Geesink.Primeiro de um estilo híbrido, que aliava técnica (rasteiras) e força. O holandês protagonizou uma das maiores zebra da história olímpica ao causar o único revés japonês no judô em Tóquio-1960
Geesink, com 1,98 m de altura e 130 kg, foi o primeiro campeão mundial de judô não originário do Japão, em 1961. Ele surpreendeu o mundo durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1964, em Tóquio, quando o judô foi esporte olímpico pela primeira vez, ao ganhar a medalha de ouro na classe aberta (sem limite de peso) contra o japonês Akio Kaminaga. Entre seus títulos contam-se os campeonatos mundiais de 1961 e 1965 e 20 títulos de campeão europeu, na classe aberta, em 1953, 1954, 1957 até 1960, 1962 até 1964 e 1967, bem como na classe acima de 93 kg em 1962, 1963 e 1964.Depois de voltar à Europa em Roma 1960, as Olimpíadas foram sediadas pela primeira vez na Ásia em 1964. A escolhida foi a capital japonesa, Tóquio, que deveria ter abrigado a competição em 1940, sendo impedida por causa do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A organização dos Jogos não poupou dinheiro na hora de investir na infra-estrutura necessária para abrigar o evento. Foram gastos aproximadamente US$ 3 bilhões com a construção de ginásios e estádios, além da reforma de avenidas, estradas de ferro e instalações para a recepção e transmissão de imagens.

Desde a emocionante abertura com o japonês Ioshinori Sakai - nascido em Hiroshima no dia em que a cidade foi atingida por uma bomba atômica na Segunda Guerra Mundial - acendendo a pira olímpica até o encerramento, os Jogos foram um verdadeiro sucesso.O judô foi introduzido como esporte olímpico, mas os favoritos japoneses perderam o título que julgavam mais importante, a categoria livre de peso, na qual se impôs o holandês Anton Geesink.
Geesink derrotou o três vezes campeão nacional japonês Akio Kaminaga, diante de 15.000 pessoas, no Nippon Budokan Hall. Este resultado contrariou a teoria de que um judoca hábil poderia derrotar qualquer adversário, de qualquer tamanho.No dia 23 de outubro de 1964, o Japão já tinha vencido a medalha de ouro nas categorias leve, médio e semipesados. Os japoneses fanáticos estavam no Nippon Budokan Hall para ver Akio Kaminaga, o maior lutador do país, ganhar a quarta e mais importante medalha, a da categoria aberta. Apesar do favoritismo de Kaminaga, o gigante holandês conseguiu se defender da feroz ofensiva do adversário e perto do final, aos 9 minutos e 22 segundos de luta, aplicou uma veloz combinação de golpes que imobilizou seu oponente, conseguindo a vantagem necessária para a vitória.A derrota de Kaminaga provocou um verdadeiro drama nacional no Japão. Os japoneses foram derrotados em uma modalidade que consideravam sagrada, por um lutador estrangeiro. Dois anos após a derrota, Kaminaga se suicidaria como forma encontrada para pedir perdão pela derrota.











Praticante de judô desde a infância, Anton montou sua própria academia em 1956 e depois se consolidou como professor no Instituto Central de Esportes, em Overgreen. Geesink foi também técnico da equipe holandesa. Campeão europeu da categoria aberta aos 19 anos, ganhou ao todo 18 títulos continentais e foi duas vezes capitão da Holanda no campeonato europeu por equipes.Retirou-se dos tatames em 1967, depois de se sagrar bicampeão europeu nas categorias peso pesado e aberto, durante o torneio disputado em Berlim. Depois de abandonar a prática ativa do judô, escreveu numerosos livros sobre o esporte e foi nomeado membro do Comitê Olímpico Internacional por Juan Antonio Samaranch.
Geesink recebeu a Ordem do Tesouro da Felicidade Sagrada do governo japonês.
A sua cidade-natal, Utrecht, tem uma rua com o nome de Geesink — a rua onde mora Geesink.












Na matéria publicada na Revista do Esporte, edição de 6 de novembro de 1965, Hélio Gracie aproveita a presença de alguns dos maiores judocas do mundo no IV mundial da modalidade, realizado no Rio de Janeiro para desafia-los: "Todo mundo fala que o Jiu-Jitsu está superado pelo Judô, então eu gostaria de convidar os melhores judocas do mundo para vir provar isto publicamente. Tenho aqui o Ivan Gomes e o Carlson Gracie prontos para testarem a eficiência do que se ensina aqui na Academia Gracie. O convite vai até para o holandês Anton Geesink com seus 2 metros e 120 kg. Acho que nem ele conseguirá derrotar o Ivan ou o Carlson usando apenas o Judô. Não vejo razão para os judocas ficarem envergonhados de confessar que o Judô serve apenas para competição esportiva. Acho o Jiu-Jitsu superior a qualquer luta por isso não tenho medo de fazer desafios como este". Declarou Hélio Gracie na época, é claro que tal luta não aconteceu,nessa época o judô já estava mais focado na parte desportiva devido ao jogos olímpicos ficando assim distânte da arte criada por Jigoro Kano em 1882.











POSTURA ZAREI

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VESTINDO O JUDOGI.

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AMARRANDO A FAIXA.

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POSTURAS DE COMBATE (SHIZENTAI E JIGOTAI)

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UKEMI-WAZA

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CAPOEIRA VS JUJUTSU

1 comentários quinta-feira, 8 de outubro de 2009 às 18:30 - Edit entry?


Em 1904. A Marinha de Guerra do Brasil tinha acabado de contratar, diretamente do Japão, um grande campeão e professor de ju-jutsu, o japonês Sada Miyako. Foi o que bastou para despertar, em atuante grupo de acadêmicos de medicina, a idéia de um tira-teima com a capoeiragem brasileira. Apresentaram, como oponente ao japonês, o campista (Município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro), o Senhor Francisco da Silva Cyríaco, mais conhecido como Cyríaco Macaco Velho. Francisco da Silva, mestre de vários desses universitários, era considerado um dos maiores, senão o maior capoeira brasileiro da época.
Depois de natural relutância, autoridades (inclusive autoridades militares) e o Sr. Pachoal Segreto, proprietário-administrador do Pavilhão Internacional, resolveram aceitar o desafio.
Em muito pouco tempo, Brasil e Japão tomaram conhecimento do resultado da luta. Cyriaco, com surpreendente rabo-de-arraia vencera o campeão que, perplexo, não aceitou a revanche que, ainda no tablado, lhe foi oferecida pelo capoeira.
Na verdade Miyaco esportivamente estendera-lhe a mão para comprimentar o capoeirista, entroca recebeu um violento golpe de caporira e acabou perdendo a luta devido o golpe desleal.

A foto publicada pela Careta é prova absoluta do combate,O fato é que esta matéria da Careta é marcante. Até pelo fato de ter registrado o confronto de Mestre Cyríaco com o campeão japonês Sada Miyako, contratado pela Marinha de Guerra do Brasil. Confronto oficial, formal, fartamente divulgado pela mídia, com bilheteria, e que contou com a presença de aficionados de luta, da sociedade em geral e de autoridades públicas da então Capital Federal. O que joga por terra, entre outras coisas, a "folclórica" versão que, muitos anos mais tarde, Getúlio Vargas, impressionado com um jogo de capoeira, assinou decreto liberando sua prática.exemplar da famosa Revista Careta, de 29 de maio de 1909.




CAPOEIRA VS JIU-JITSU BRASILEIRO


1915 outubro apresentação em belem no Bar Paraense (era um Cine tetro e bar localizado dentro da Fabrica de cerveja Paraense CERPA - localizado na avenida da Independencia hoje é um conjunto habitacional com nome de independencia no centro de Belémaconteceu um confronto envolvendo o judô e a capoeira, o japonês do Kodokan, o satake( amigo de Koma) lutou contra o capoeirista pé de bola e venceu a luta por imobilização, ou seja nao foi o Conde Koma que lutou com o Pé de Bola como relata o stanley Virgilio em seu livroe a mídia do jiu-jitsi no Brasil.
Alguns anos depois um outro combate entre as duas modalidades aconteceu com opatriarca da Familia Gracie, Carlos Gacie acompanhava de perto tudo que aconteciam no mundo das lutas, certo dia ouviu uma história antiga, que o deixou indignado, a respeito de um japonês chamado Sada Miyako que se dizia lutador de jujutsu, e que fora vítima de uma farsa.Antes de iniciar a luta com o capoeirista Cyríaco, muto famoso no Rio dr Janeiro, Miyaco esportivamente estendera-lhe a mão para comprimentar o capoeirista, entroca recebeu um violento golpe de caporira, um forte chute no rosto.
Esse confornto aconteceu em 19904, no Pavilhão Internacional. Ao tomar conhecimento do acontecido, Carlos ficou furioso com o que considerou uma deslealdade.Quando outro famoso capoeirista valente, o estivador Samuel fez referencias desrrespeitosas ao jujutsu, Carlos sentiu-se antingido, viu que era chegada a hora de vingar Sada Miyaco, dando uma lição naquela turma de capoeiristas.
Foi cralos ao jornal e desafiou Samuel.
A luta entre carlos e Samuel foi realizada na Associação Cristã de Moços, o juiz foi um professor de educação físicaFoi uma luta sem regras, porém antes do início da luta, Carlos e Hélio fizeram uma demonstração de jiu-jitsu.
Os relatos afirmam que o Capoeirista Samuel era forte e muito ágil. Carlos exigiu que o mesmo usasse uma camisa para o combate, nos primeiros contatos dos lutadores na luta corpo-a-corpo a camisa se desfez.
Fou uma luta dura, Carlos conseguiu derrubar mas Samuel não era um oponente fácil, Carlos montou e socou muito Samuel, mas o capoeirista reisitia, a luta durou cerca de dez minutos até Carlos aplicar um estrangulamento frontal, desesperado o capoeirista ataca os testículos do jujutsuka o levando a quase desmaiar, se recuperando Carlos encaixou-lhe uma chave de braço, mas Samoel escapou mordendo-lhe a perna.
Novamente Carlos consegue a montada e começa uma seguencia de golpes que por pouco não termina com a vida de Samuel que ersistia mas nda podia fazer para se defender.
O público separa os lutadores e o juiz, apesar de constatar a superioridade do jujutsuka, deu a luta como empate alegando não ter havido uma desistencia de Samuel.



































Manchete Final da Ilustração:

"Cyriaco, como todos sabem, venceu em poucos minutos, no tablado do Concerto Avenida, o até então invencível Miaco, professor japonez da luta jiu-jitsu. Cyriaco, natural de bom gênio, mas destro e conhecedor de capoeiragem como poucos quis repetir a dose, no que não consentiu o japonez vencido. Isto vem provar mais uma vez as vantagens da capoeiragem como exercício, que há longo tempo preconizamos pelas columnas do Jornal do Brasil, vantagens que subiriam mais se fosse methodizado o exercício, expurgados os golpes misteriosos e mortaes". (Revista da Semana, 30 de maio de 1909 - Domingo - Anno IX - 472)









Fonte : http://www.capoeira.jex.com.br/