"A meta final do JUDÔ KODOKAN é o aperfeiçoamento do indivíduo por si mesmo, desenvolvendo um espírito que deve buscar a verdade através de esforço constante e da sua total abnegação, para contribuir na prosperidade e no bem estar da raça humana" "Nada sob o céu é mais importante que a educação. Os ensinamentos de uma pessoa virtuosa podem influênciar uma multidão; aquilo que foi bem aprendido por uma geração pode ser transmitidas a outras cem." Jigoro Kano
FIJ estuda mudanças na regras do judô para 2009
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
às
12:35
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Bancoc (Tailândia) - A Federação Internacional de Judô (FIJ) aproveitará o Mundial Júnior da modalidade, a ser realizado a partir do dia 23 deste mês, na Tailândia, para testar três mudanças nas regras vigentes, que, se aprovadas, entrarão em vigor a partir do próximo ano.A entidade máxima do judô mundial testará o uso do combate direto, ou seja, não haverá mais a utilização do mate (comando que serve para paralisar a luta), além da extinção do koka (pontuação mais baixa do judô) e a diminuição para três minutos, em vez dos cinco habituais, do Golden Score (momento em que os judocas lutam para desempatar o combate, e quem marcar o primeiro ponto vence).
Outra orientação é para se usar o mate (se pronuncia matê) – ordem do árbitro para interrupção da luta –, o mínimo possível.
Além destas quatro mudanças, os atletas passarão a competir sob um novo formato de chave, em que a repescagem começará a partir das quartas-de-final e não mais nas semifinais, como sugere a regra atual.
“Não existe melhor laboratório no mundo para testarmos essas novas regras do que o Mundial Júnior”, falou o presidente da FIJ, Marius Vizer. ““Tudo o que queremos é manter o espírito do judô”, complementou o diretor de arbitragem da entidade, Juan Barcos.
Porém, nenhuma decisão em relação às novas regras será tomada sem levar em conta as opiniões das diversas confederação de judô de cada país. “Depois do evento (Mundial Júnior), nós vamos colher a opinião dos atletas, técnicos, árbitros e oficiais para ver se as mudanças são boas ou não, e, a partir daí, tomaremos nossa decisão antes do começo da temporada 2009”, explicou Barcos. “É apenas um teste e queremos o feedback deles para tomar uma decisão”, emendou.
前田光世 Maeda Mitsuyo (Conde Koma)
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
às
14:03
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Mitsuyo Maeda (前田光世 Maeda Mitsuyo?, ) Nasc. 18 de Novembro de 1878, falecido em 28 de Novembro de 1941, brasileiro naturalizado como Otávio Mitsuyo Maeda, foi judoca japonês e lutador de vale tudo. Conhecido como conde Koma, apelido ganho na Espanha em 1908. Maeda passou a utilizar esse nome para poder desafiar um outro lutador japonês de judô que estava por lá sem ser reconhecido, em japonês, o verbo "komaru" significa estar em situação delicada,
o que era seu caso, pelo menos do ponto de vista financeiro, Maeda tirou a última sílaba da palavra e ficou apenas com Koma, acrescentou a palavra "Conde" (em espanhol mesmo) por sugestão de um amigo espanhol,Conde Koma também foi o nome da academia de judô que fundou na capital paraense e pelo qual ficou conhecido no Brasil. Em sua academia, Maeda ensinava Judô como uma técnica de defesa pessoal .
Junto a Antônio Soishiro Satake (outro japonês naturalizado brasileiro), ele foi o pioneiro do judô no Brasil no Reino Unido e em outros países. Maeda foi fundamental para o desenvolvimento do Brazilian JiuJitsu através do ensino ministrado à família Gracie. Também foi grande promotor da imigração japonesa para o Brasil.
Maeda venceu mais de 2000 lutas profissionais em sua carreira. Seus feitos o levaram a ser conhecido como “O Homem mais durão que já nasceu” e lembrado como o pai do Brazilian Jiu-Jitsu e pro-MMA.
Biografia
Maeda nasceu na vila de Funazawa, cidade de Hirosaki, Aimori Prefecture a 18 de Novembro de 1878 e não era de origem nobre como é contado no Brasil. Cursou seu segundo grau na Kenritsu Itiu High School. Quando criança era conhecido como Hideyo.Entre os amigos, era conhecido pelo apelido de menino-sumô, em razão de seu grande fascínio pela arte que lhe fora ensinada por seu pai e das várias lutas que vencia contra colegas de escola.
Praticou sumo quando adolescente, mas não prosseguiu devido à falta de estrutura corporal para este esporte. Por causa disso e pelo interesse gerado pelo sucesso do Judô nos embates contra o Ju-Jutsu, ele trocou o sumo pelo judô. Em 1894 com 17 anos de idade, seus parentes o enviaram a Tokyo para compor o time da Waseda University. Ele entrou para o Kodokan no ano seguinte. O Kodokan possui o registro de sua matrícula desse mesmo ano de 1894. Ou seja, não há nenhuma possibilidade de que ele tenha estudado Ju-Jutsu tradicional , ele começou mesmo treinando judô Kodokan, e logo foi considerado o mais promissor dos estudantes de judô.
Maeda foi treinado no Kodokan diretamente pelo inteligente Tomita e o fortíssimo Yokoyama. Em constante evolução, foi promovido ao terceiro grau da faixa-preta em 1901 e se tornou instrutor de judô nas universidades de Tóquio, Waseda e Gakushuin, isto sem falar da escola militar onde também ministrava aulas.
Em 1904, Mestre Jigoro Kano aconselhou Maeda a viajar para os Estados Unidos a fim de mostrar aos yankees as habilidades das artes marciais japonesas. Antes de partir, recebeu o quarto grau das mãos de seu mestre.
Mituyo Maeda deixou o Japão através do porto de Yokohama
Naquela época, os norte-americanos já conheciam um pouco sobre judô, uma vez que o então presidente, Theodore Roosevelt era um grande fã do povo japonês e de sua cultura, chegando a ter um instrutor particular de judô chamado Yamashita. Em busca de melhorar a defesa pessoal, alguns militares americanos também já aprendiam judô em suas bases. Logo, cabia a Maeda e seus companheiros lutar contra os norte-americanos e provar a superioridade japonesa.
Hoje em dia, o judô perdeu muito das técnicas antigas, uma vez que os lutadores treinam para ganhar o ouro olímpico tendo de obedecer a uma grande quantidade de regras e tempo de luta .O Judô de hoje é muito diferente do de Maeda e Kano...
Maeda nas Américas
Quando Maeda deixou o Japão, o Judô era ainda conhecido como “Kano Ju-Jutsu ou ainda, mais genericamente apenas “Ju-Jutsu”.
Kigashi, o co-autor de “Kano Ju-Jutsu”, escreveu o prólogo:
“alguma confusão surgiu com o emprego do termo “judo”. Para esclarecer, vou declarar que judo é o termo selecionado pelo Professor Kano para descrever seu sistema mais precisamente que Ju-Jutsu. Professor Kano é um dos líderes da educação no Japão. E é natural que ele deva velar pela palavra técnica que mais precisamente descreva seu sistema. Mas os japoneses geralmente ainda chamam pela popular nomeclatura Ju-Jutsu”.
Em 1904 ele e seu professor Tsunejiro Tomita foram aos EUA para demonstrações de judô, e ao contrário do que dizem, Maeda não se encontrou com o presidente Roosevelt na Casa Branca (na verdade, quem foi instrutor de judô de Roosevelt foi o lendário mestre Yoshitsugo Yamashita) Os registros da época mencionam apenas que o Consul Uchida, acompanhado de Tomita e Maeda, foram a West-Point para dar uma palestra e fazer uma exibição.
Tomita e Maeda demonstraram os movimentos do Judô, formalmente (wazas, katas), ou seja não fizeram uma luta ou treino livre (randori). Naturalmente, Tomita sendo menor e mais idoso, foi ele o Tori (quem aplicava os golpes) e Maeda o Uke (quem os recebia). Os militares americanos viam sem entusiasmo e, provavelmente, com desconfiança. Pediram então que aplicassem aquilo com eles... Maeda derrubou um cadete e o finalizou com facilidade.
Tomita foi desafiado por um cadete americano, um gigante jogador de futebol americano...
Tomita aceitou o desafio e parece ter falhado na aplicação do tomoe-nague, quando o gigante musculoso lançou-se sobre ele, Tomita calculou mal e o gigante americano ficou por cima, sem que Tomita saísse, por um tempo.
O incidente foi interpretado como uma grande derrota, e dizem alguns que foi o que inspirou Maeda a passar a lutar desafios. Mas a prática de japoneses desafiando lutadores orientais já era corrente, e creio que Maeda foi para o Ocidente já de olho nisso.
Depois disso ele deu aulas de judô na Universidade de Princeton em Nova York, mas aí ele começou a aceitar desafios de lutadores de outros estilos (boxe, luta-livre e etc). O Kodokan passou a não tolerar mais a participação de desafios, bem mais tarde, só depois da década de 1920, quando começara um esforço para transformar o Judô em esporte olímpico. Naquela época, o Kodokan queria mais era provar que o Judô era superior às formas de luta ocidental.
Quanto a Theodore Roosevelt, este foi discípulo de outro japonês da elite do Kodokan, Yoshitsugo Yamashita.
Em Nova York Maeda participou de várias lutas de vale-tudo para ganhar dinheiro. Na primeira, diante de um westler 20 centímetros maior e que gostava de ser chamado pela alcunha de "O menino açougueiro", Maeda derrubou o oponente várias vezes antes de finalizar na chave de braço. Três lutas e três vitórias depois, uma delas diante do então campeão mundial dos pesos pesados de boxe, Jack Johnson, Maeda iniciava a tradição que seria seguida no Brasil por Helio Gracie e seus discípulos em derrotar adversários muito mais altos e mais fortes. Os Estados Unidos já estavam pequenos demais para ele. Durante o período em que maeda permaneceu em Nova york, conheceu um empressário de nome H. Martins, que imprecionado com a facilidade em que Maeda vencia seus adverssários e antevendo lucros fabulosos, com a concordancia de Maeda, Martins publicou no New York Times um desafio com letras garrafais.
New Yok Times
"Pocura-se adverssários para Maeda, vinte dólares para quem vencê-lo."
Três anos depois, em 1907, Maeda rumou para o Reino Unido, onde venceu mais 13 lutas e em seguida para a Bélgica, onde fez mais uma vítima. Era hora de voltar à América. E o destino foi a ilha caribenha de Cuba. Lá, muito antes de Fidel Castro sonhar em assumir o poder, quem mandava era Maeda. Foram ao todo 15 vitórias, em dois períodos intercalados por uma rápida passagem pelo México onde derrubou mais quatro adversários. É importante ressaltar que estas são apenas as lutas oficiais. Não estamos falando de desafios feitos no meio da rua. Se contados lutas, só em Cuba foram mais de 400...
Depois de muito viajar pelo mundo, em 1914 Mitsuyo Maeda desembarcou no Brasil, mais especificamente em Santos. Pouco ficou nada na cidade do litoral paulista, indo se fixar em Belém, começava então a sua jornada no Brasil...

A chegada ao Brasil
Existe uma controvérsia sobre a chegada de Maeda no país, alguns autores adotam datas diferentes para a sua chegada, como Calleja (1979) que cita final da década de 20 e início da de 30, Virgílio, (1986), início da década de 20, Soares (1977), determina 22, junto com Hunger et al. (1995), entre outros autores, recentemente, porém, em artigo na revista Judô, Rildo Eros, relata a chegada do Conde Koma, através da cópia do passaporte de Maeda cedido por Gotta Tsutsumi (Presidente da Associação Paramazônica Nipako de Belém, revela que sua chegada ao Brasil teria sido em Porto Alegre no dia 14 de novembro de 1914 teria ganho o apelido de Conde Koma devido a sua elegância e semblante sempre triste. no Brasil ele teria percorrido o caminho de Porto Alegre onde teria se exibido pela primeira vez, seguindo depois para o Rio de Janeiro, São Paulo , Salvador, Recife, São Luiz, Belém (outubro de 1915) e finalmente em Manaus, no dia 18 de dezembro do mesmo ano. "A primeira apresentação do Grupo Japonês em Manaus, intermediado pelo empresário Otávio Pires Júnior, foi em 20 de dezembro de 1915, no teatro Politeama", sendo apresentadas técnicas de torções, defesas de agarrões, chaves de articulações, demonstração de armas japonesas e desafio ao público. Hunger et. al. (1995), coloca que Maeda teria também oferecida seus serviços para "a Academia Militar e o Exército, os quais incorporaram a prática do Judô no treinamento dos Militares".
Jornal O Tempo de 1915 noticiando a chegada de Maeda
Troupe japonesa
“Chega hoje, a bordo do paquete “Pará”, a toupe de lutadores japoneses de “jiu-jitsu”, que vem fazer as delícias dos freqüentadores dos popularíssimos do Theatro Politheama.
Essa troupe que é chefiada pelo Conde Koma, campeão mundial de “Jiu-jitsu”, desembarcará em trajes orientais, percorrendo as ruas em automóveis.
Os espetáculos a serem realizados pela troupe são em números pequenos, porquanto tem ela de, em breve, realizar outros contatos.
Como se vê, a empresa C. Oliveira não perde a ocasião para facilitar ao público amazonense diversões várias e ótimas.
A estréia da troupe dar-se á segunda-feira , 20 do corrente."
O Tempo 18/12/1915
"Desta afamada troupe fazem parte: Satake campeão de New York, Okura campeão do Chile, Shimitsu campeão da Argentina e Laku, ex-professor militar do Peru.A estréia da troupe dar-se-á segunda-feira dia 20 do corrente. ”
O Tempo 20/12/1915
"empougante estréia da afamada troupe de lutadores japoneses dirigida pelo Conde Koma, campeão mundial de jiu-jitsu.
Programação:
1 Apresentação da troupe.
2 Demonstração dos principais golpes de jiu-jitsu com discriminação dos golpes proibidos pelo Conde Koma.
3 Defesa pessoal executada pelo Conde Koma e Okura:Nessa parte, o Conde koma defender-se pelo jiu-jitsu dos dos seguintes e perigosos ataques: Agressão a soco, a faca, a pau. Estrangulamento; prisão de mãos, colhido pela cintura, agressão dos apaches: ataque a boxe; surpreendido pela retaguarda e diversas agressões a faca.
4 Desafio da troupe a qualquer lutador que queira lutar.
5 Primeiro e sensacional mach de jiu-jitsu entre Shimitsi (campeão argentino) e Laku, ex professor militar no Peru."
No Brasil Maeda teria percorrido o caminho de Porto Alegre onde teria se exibido pela primeira vez, seguindo depois para o Rio de Janeiro, São Paulo , Salvador, Recife, São Luiz, Belém (outubro de 1915) e finalmente em Manaus, no dia 18 de dezembro do mesmo ano. "A primeira apresentação do Grupo Japonês em Manaus, intermediado pelo empresário Otávio Pires Júnior, foi em 20 de dezembro de 1915, no teatro Politeama", sendo apresentadas técnicas de torções, defesas de agarrões, chaves de articulações, demonstração de armas japonesas e desafio ao público.
Correio da Manhã
23/12/1915
"Grande luta entre Conde Koma versus lutador de boxe barbadiano Adolpho Corbiniano."
24/12/1915
"Conde Koma derrota boxeador em segundos, mostrando suas habilidadse no jogo nipônico.O derrotado agora se torna discípulo do grande mestre."
Maeda teria também oferecida seus serviços para "a Academia Militar e o Exército, os quais incorporaram a prática do Judô no treinamento dos Militares".Maeda firmou-se em Belém, por se tratar do porto mais próximo uma vez vindo por via marítima através do Pacífico. Conde Koma então já era sensei da escola Kodokan de judô no Japão e possuía graduação de faixa preta com o sexto dan.
Antes de entrar no Brasil por Porto Alegre, Maeda e Satake teriam passado pela Guatemala, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador e Peru, onde o terceiro japonês Laku teria se juntado a trupe,no chile Maeda incorporou Okura e na seguência Shimitsu completou a troupe na Argentina.No dia 14 de novembro de 1914, depois de passar pelo Uruguai, a troupe japonesa chegou ao Brasil, por Porto Alegre, passando por divérsos estados até chegar em Manaus, no dia 18 de dezembro de 1915.
Quando Maeda, Satake e sua troupe de lutadores japoneses chegaram ao Brazil em 1914, todos os jornais anunciaram “jiu-jitsu” apesar dos dois serem judocas do Kodokan.
O governo japonês não se pronunciou sobre tal distinção até 1925 quando estabeleceu que o nome correto da luta a ser ensinada nas escolas públicas no Japão deveria ser “Judô” e não “Ju-jutsu. No Brasil, a arte ainda é chamada de Jiujitsu. Quando os Gracies foram aos Estados Unidos divulgar sua arte, o sistema ficou conhecido como “Brazilian Jiu-Jitsu” ou “Gracie Jiu-Jitsu”.
Conde Koma e o “Brasilian Jiu-jitsu”
Mitsuyo Maeda , conhecido como Conde Koma, foi um grande mestre de judô. Depois de percorrer vários países divulgando o judô, chegou ao Brasil em 1914 e fixou residência em Belém do Pará, existindo até hoje nessa cidade a Academia Conde Koma. Um ano depois, conheceu Gastão Gracie. Gastão era pai de oito filhos, sendo cinco homens, tornou-se entusiasta do Judô e levou seu filho Carlos Gracie para aprender a luta japonesa. Maeda conheceu Gastão devido a um desafio a um lutador do American Circus, Alfredi Leconte, o Hércules do circo, depois disso Maeda e Gastão ficaram muito amigos.
Pequeno e frágil por natureza, Carlos encontrou no “jiu-jitsu” o meio de realização pessoal que lhe faltava, descontando intervalos provocados pelas viagens do japonês, as aulas com Maeda duraram quase três anos, as aulas eram dadas em uma academia que maeda abriu em 1916,nos salões do Cine Teatro Moderno, localizado ao lado da Igreja de Nazaré, hoje uma praça, as aulas eram amplamente divulgadas nos ornais para quem quisesse aprender pagando.O primeiro aluno de Maeda foi o estivador Jacinto Ferro, ex-lutador de greco-romana, Jacinto foi instrutor de Maeda e ajudou a dar aulas para o Carlos Gracie.
Satake também abriu uma academia em 1916,em Manaus, o Luís França que formou o mestre Fadda, que foi o grande responssável pela divulgação do Brazilian Jiu-jitsu nos subúrbios do Rio de Janeiro, foi aluno de Satake e teve aulas com Maeda também.
Outro iniciado no caminho suave por Satake foi Vinicios Ruas, tio do lutador Marcos Ruas, Vinicios é sétimo dan de judô e exerce cargo na Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro.Em 06 de outubro de 1945, Satake fez sua última apresentação de judô, tendo como coadjuvante o seu aluno Vinícios Ruas, Satake estava com sessenta e seis anos de idade, em 1948, partiu para Cordoba, na Argentina.
Laku, outro japonês da troupe, também deu aulas de judô no Clube do Banco do Brasil e depois na sede do Nacional Futebol até o início da guerra em 1940, depois disso foi embora para o Peru. Shimitsu e Okura ficaram dando aulas na academia de Maeda, em Belém até 1920, em seguida retornaram para o Japão.Depois do fim do ciclo da borracha, Maeda voltou ao Japão onde recebeu o sétimo dan das mãos do mestre Jigoro Kano, em 1924 Maeda volta ao Brasil, em Belém começa a ensinar judô para as crianças.
Um discípulo de sobrenome Gracie
Com dezenove anos de idade,Carlos Gracie transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família, sendo professor dessa arte marcial e lutador. Viajou por outros estados brasileiros, ministrando aulas e vencendo adversários mais fortes fisicamente.Durante o tempo em que ficaram juntos, o japonês ensinou ao irmão de Helio Gracie os princípios fundamentais do Judô ou Kano Ju-jutsu como era chamado naquela época, como o de utilizar a força do oponente como arma para a vitória, bem como técnicas eficientes para vencer em lutas de vale-tudo. Seu método de luta principal era usar chutes baixos e cotoveladas para se aproximar do adversário antes de levá-lo para o chão. Nos treinamentos, botou em prática o “randori”, treino livre que havia sido ensinado por Jigoro Kano em suas aulas.
Anos depois, em 1925, Carlos Gracie abriu sua própria academia de “Jiu-Jitsu”. Para os seus alunos, passou ensinamentos e métodos desenvolvidos por ele próprio através dos anos. Enquanto isso, Maeda seguiu viajando pelo Brasil e pelo mundo.
No Rio de Janeiro e abrindo a primeira Academia Gracie de Jiu-jitsu, convidou seus irmãos Osvaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com quatorze anos, e Hélio Gracie, com doze. A partir daí, Carlos transmitiu seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à condição física franzina, característica de sua família.
Nessa época o judô começava a ser introduzido em quase todas as nações civilizadas do mundo, todavia, no ocidente o termo Ju-jutsu ainda era empregado, embora o nome Jigoro Kano fosse citado. Este fato técnico afetava o modo de se usar os termos "judô" e "Jiu-jitsu", naturalmente. O que Jigoro Kano promovia no Kodokan era percebido por todos como sendo Ju-jutsu, e o termo "Ju-jutsu" era aplicado à prática do Kodokan. Muitos textos inclusive,chamavam aquela prática de "Kano Ju-jutsu".
Jigor Kano e seus alunos, entre 1890 e 1904, usavam muito o termo "Ju-jutsu" para a prática do Kodokan. Tudo era uma questão de ênfase e de contexto. Preferiram "Judô", somente quando queriam falar da parte filosófica e educativa. Mas usavam "Ju-jutsu', quando falavam da parte puramente técnico-combativa.
O governo japonês não se pronunciou sobre tal distinção até 1925 quando estabeleceu que o nome correto da luta a ser ensinada nas escolas públicas no Japão deveria ser “Judô” e não “Ju-jutsu. No Brasil, a arte ainda é conhecida como “Jiu-jitsu”.
Nessa mesma época era aberta a primeira academia Gracie de “Jiu-jitsu” no Brasil.
Foi só nos anos 40 que os praticantes do Brasil e em outros países começaram a usar o termo "Judô" de modo definitivo. Os Gracie, que resistiram a todas estas tendências, preservaram o termo dos tempos de Maeda, ou seja,"Ju-jutsu” . No Brasil, temos o hábito de fazer referência "ao" Ju-jutsu, como se fosse um único sistema de luta.
Segundo pesquisadores, não se trata de um sistema, mas de diversos sistemas de luta herdados do Japão Feudal. Justamente pelo Japão da época estar dividido em feudos, cada qual com suas atividades militares particulares, havia uma pluralidade de sistemas.
O Ju-jutsu seria, então, conforme estudos, o termo geral para qualquer tipo de sistema de treinamento técnico para o combate desarmado, ou com armamento mínimo. Assim, também encontraremos diversos sistemas e escolas de Ju-jutsu.
Ryu pode querer dizer escola ou sistema. Vale pelos dois, pois cada escola tem o seu sistema. E, conforme já mencionado, haviam várias, porque o Japão era militarmente dividido em clãs (ou "feudos", daí que dizemos "Japão Feudal").
O que sabemos de fato é que, Maeda ensinou Judô a Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracie, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do Gracie jiu-jitsu ou brasilian jiu-jitsu.
Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de Ju-jutsu tradicional e foi essa a arte que ensinou aos brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô’, veja a entrevista http://www.youtube.com/watch?v=BG309oqVLb4
Em 28 de novembro de 1941, passou para a posteridade Otávio Mitsuyo Maeda, o Conde Koma, o "heroi da Amazonia".
Folha da Tarde
"saudades da estrela gigante-Ele nos deixa aos 63 anos de idade..."
O Estado do Pará
Faleceu ontem asprimeiras horas da manhã, em sua residência à vila bolonha, n 04, o conde koma, um dos mais destacados membros da colônia nipônica desse estado. O morto contava 63 anos de idade, nasceu na provincia de Aomori, no Japão em 18 de dezembro de 1678, tendo cursado a Universsidade waseda em Tóquio. Era casado com a senhora Mary Iris , deixando desse consócio uma filha apenas, a senhorita Celeste, acadêmica de medicina. foi o Conde koma diretor da Companhia Nipônica de Plantações do Brasil, e membro do Conselho Fiscal da companhia Industrial Amazonense S/A. O seu enterramento realizou-se ontem as 16:oo horas , saindo féretro da casa enlutada para a necrópole de Santa Isabel com grande número de pessoas amigas, autoridades e destacados membros da colônia japonesa do Pará."
29/11/1941
fontes:
Conde Koma's Life Story
Conde Koma: o Invencível Yondan da História
UM OLHAR TRADICIONAL SOBRE A CONTEMPORÂNEA FILOSOFIA DO JUDO
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
às
13:18
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Por:Clóvis Corrêa Luiz Júnior,
Giovanna Carla Interdonato,
Bianca Miarka e
Márcia Greguol
RESUMO
Este estudo teve como objetivo investigar qual a opinião dos mestres mais graduados
em judô do estado do Paraná sobre a atual conduta dos judocas diante dos valores
tradicionais da filosofia do judô. Para isso, foi realizada uma pesquisa de caráter
qualitativo. A amostra foi composta por três senseis. A coleta de dados foi realizada
através de entrevistas. Os resultados demonstram que os senseis acreditam que houve
grandes mudanças por parte dos atletas em relação à valorização da filosofia do judô.
No entanto, eles enfatizam que existe uma pequena minoria que cultiva os valores
tradicionais da filosofia do judô.
Palavras-chave: Filosofia, Judô, Tradicional
INTRODUÇÃO
Atualmente um dos assuntos que vem causando certa polêmica e que é
dificilmente abordado é a questão dos princípios filosóficos do Judô, pelo fato de que a
modalidade, na maioria das vezes, vem sendo vista e praticada apenas com caráter
competitivo, esquecendo-se dos valores que abrangem esta arte marcial.
O objetivo do estudo foi investigar quais as percepções que alguns senseis
apresentam sobre a aplicação atual dos princípios filosóficos originais do judô.
Com tal estudo será possível ponderar sobre como vem se tratando da parte
filosófica que é parte fundamental do judô criado por Jigoro Kano (VIRGÍLIO, 1986).
JUDÔ: RAÍZES E CRIAÇÃO UM BREVE RELATO
As artes marciais foram praticadas no Japão durante o período feudal, como a
lança, arco e flecha, esgrima e muitas outras. O jujutsu era uma delas, também chamado
Taijutsu e Yawara. Era um sistema de ataques que envolvia projeções, pancadas,
cuteladas perfurantes e lacerantes, estrangulamentos, cotoveladas, joelhadas e
imobilizações do oponente, bem como a defesa contra esses ataques.
Embora as técnicas do jujutsu fossem conhecidas desde os tempos mais
primitivos, até a última metade do século XVI o jujutsu não era praticado nem ensinado sistematicamente. Durante o período Edo (1603-1868) transformou-se numa arte
complexa, ensinada por mestres de numerosas escolas (KODOKAN, 1994).
Um rapaz filho de imperadores japoneses como o nome de Jigoro Kano buscou
no Jujutsu uma saída na qual pudesse desenvolver suas capacidades físicas e melhorar
sua qualidade de vida, por ser um rapaz de porte físico fraco, por volta de 1,50m e 50
kg, e apresentar uma saúde debilitada. Kano tinha como principal objetivo aprender esta
arte para resgatar o prestígio do país, que passava por fortes mudanças com a entrada da
cultura estadunidense, e também tinha o propósito de utilizar a arte marcial para educar
não apenas o corpo, mas a questão moral e intelectual do indivíduo. Ele possuía um
senso crítico por ser um estudante universitário, o que foi importantíssimo para ele
começar a fundamentar o seu aprendizado de jujutsu junto à ciência, tendo a base
científica para fundamentar a arte que estaria para criar. Percebeu então que poderia
realmente utilizar destas técnicas com pressupostos pedagógicos para trabalhar o caráter
do indivíduo. Depois de algum tempo, no fundo de um templo, chamando eishoji, funda
o Kodokan, (que “ko” significa divulgar, “do” significa caminho, doutrina da vida e
“kan” é local), ou seja, local para divulgar doutrina da vida, onde começou a ensinar o
Judô. Com isso Kano saiu totalmente dos padrões de nomes das academias de jujutsu
que eram todos relacionados à guerra.
Nesta época ainda não se denominava Judô, então Kano conservou a primeira
letra Ju de jujutsu e substitui o jutsu, que significa aprimoramento da arte, por do, que
tem um significado amplo de caminho, como doutrina da vida, caminho da vida que o
indivíduo deve seguir até a morte.
A filosofia de Jigoro Kano tinha como objetivo, de acordo com TAKAGAKI,
SHARP, (1997) apud MIARKA, (2006), divulgar, através da arte chamada agora de
Judô, sua prática em princípios filosóficos para torná-la um meio de aprimoramento
físico, intelectual e do caráter, em processo de aperfeiçoamento geral do ser humano.
Para isto o Kano fundamentou a filosofia do judô em duas máximas e nove princípios,
os quais caracterizam a verdadeira essência da filosofia judoística.
Virgilio (1986) comenta que, independente do objetivo com que se pratica Judô,
tanto para fins recreativos ou competitivos, os princípios e a filosofia do judô devem ser
constantemente embutidos em seus praticantes de maneira séria e responsável para que
haja um progresso técnico e filosófico. Em 1938, em uma reunião do Comitê Olímpico
em Cairo, Egito, com objetivo de levar as Olimpíadas de 1940 para o Japão, Kano ao
ser entrevistado por um repórter disse que: “Judô tem toda característica de esporte
competitivo, mas tem algo mais que é subjetivo, que é a essência do judô, que é formar
caráter do indivíduo através da prática das técnicas; se incluírem o judô nas
olimpíadas esta essência se perderá.”
O crescimento do judô em todo o mundo foi lento, mas constante. O impulso
decisivo aconteceu nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 64, quando se tornou realmente
um esporte olímpico de projeção internacional. A partir deste marco o Judô começou a
se distanciar de sua filosofia e ser encarado apenas como uma forma de disputa. Logo,
torna-se instigante investigar, pelo exposto, como os senseis mais tradicionais e
graduados do estado do Paraná vêem este fenômeno atualmente.
MÉTODOS
Este estudo de natureza qualitativa teve por objetivo investigar a opinião dos
mestres mais graduados em judô do estado do Paraná sobre a conduta dos judocas
atualmente em relação aos valores da filosofia do judô. O método qualitativo possui a
característica de ter como objeto situações complexas ou estritamente particulares. Pode
não só descrever a complexidade de um problema, como também compreender e
classificar processos dinâmicos de grupos da sociedade e, inclusive, contribuir para
processos de transformação de certos grupos sociais. De acordo com Minayo (1994), a
metodologia qualitativa é indicada ao reconhecimento de situações particulares, grupos
específicos e universos simbólicos que, neste caso, vinculou-se à atual filosofia do judô
na visão de mestres tradicionais desta arte.
O estudo foi realizado em duas etapas. A primeira foi a realização de uma
revisão de literatura do tema em questão. A segunda correspondeu à entrevista que foi
realizada através de um questionário elaborado pelos pesquisadores, o qual faz
inferência ao tema questionado foi aplicado a uma amostra composta por três senseis,
com idades entre 60 a 70 anos, com graduações acima do 7º Dan no Judô, todos
portadores de diploma de nível superior e residentes no estado do Paraná.
As questões buscaram contemplar a temática e os elementos importantes a ela
subjacentes sendo divido em três etapas:
1. Dados de identificação: Nome, idade, descendência etc.
2. História e trajetória de vida: “Com quantos anos se iniciou no Judô?”, “O que
significa a Filosofia do Judô para você?” etc.
3. Concepções dos senseis em relação à Filosofia do Judô: “Qual a sua visão da
Filosofia do Judô em relação aos atletas atuais? Ela é praticada? Por que?”,
“Quais os aspectos da filosofia do judô que o atleta pode levar para a sua
formação e exercer seus direitos de cidadão ?”, etc.
Os dados obtidos foram analisados descritivamente por meio da Técnica de
Análise de Conteúdo em que se tratou de descrever os conteúdos conforme análise que
visou subtrair das comunicações, indicadores (qualitativos ou não) que possibilitassem
fazer inferências de conhecimentos relativos às condições que permearam a emissãorecepção
da mensagem comunicada.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados mostraram que os senseis acreditam que a filosofia do Judô
continua a mesma desde que foi criada, mas a maneira de como esta filosofia vem
sendo transmitida e empregada se modificou bastante, em todos os segmentos, desde os
professores de academia no processo de ensino aprendizagem até os dirigentes na
questão organizacional. De acordo com um dos entrevistados: “Anos atrás a formação
dizia muito sobre o judoca, de onde foi formado, se o sensei era bem conceituado, mas
na atualidade leva-se pouco em consideração esta referência. Acima de tudo, tem que
gostar da modalidade, abraçá-la e levar junto seu semelhante. O mais difícil no Judô
atualmente é administrar as vaidades, as mesquinharias. Só então quando isto se
modificar é que poderemos adotar a filosofia do judô na teoria e também na prática”.
Este fato corrobora com o estudo realizado por SANTOS et al, (1990), o qual
teve por objetivo analisar o conhecimento dos judocas em relação aos princípios
filosóficos do judô. De acordo com o estudo, os judocas disseram que possuem o
conhecimento de que a filosofia do judô existe. No entanto, cerca de 74% dos
entrevistados não sabia dizer nenhum dos princípios que são aspectos primordiais da
filosofia do judô. Logo os autores concluíram que a filosofia do judô está perdendo sua
ideologia e deram como explicação ao fato a metodologia de ensino que os técnicos
estão utilizando em seus treinamentos, em que adotam como objetivo apenas o
rendimento esportivo. É válido ressaltar que um fator que pode justificar o não
conhecimento da filosofia do judô são as diferenças culturais entre o oriente e o
ocidente. De acordo com o estudo de Borges (2003), a falta de conhecimento ocorre
pela confusão entre espiritualidade e religião, dando margem a diferentes interpretações
e não entendimento, principalmente quando ocorre a falta de embasamento teórico.
Desta forma, faz-se necessário que seja transmitida a filosofia proposta pelo criador
Jigoro Kano com os significados dos conceitos, os princípios e as máximas judoísticas.
Quando abordados sobre os benefícios da filosofia para a personalidade do
indivíduo, as respostas foram unânimes. Todos disseram concordar que ela realmente
tem a contribuir para os atletas. “A filosofia do judô leva a refletir que judô não é a
‘poção mágica’ que possa trazer todas as melhorias, mas através desta arte marcial,
da experiência pessoal, pode-se aconselhar e demonstrar que a filosofia que em
qualquer atividade que venha a exercer, dar o máximo de si, usando a capacidade
individual racionalmente para que venha trazer benefício para a sociedade em todos os
segmentos da vida, pessoalmente, profissionalmente, contribuir para a sociedade em
todas as áreas que um judoca atua, sendo o melhor possível”.
De acordo com os senseis entrevistados, o judô atualmente vem sofrendo
mudanças em todos seus aspectos principalmente os relacionados aos valores
judoísticos fato este que eles atribuem principalmente ao caráter competitivo do esporte
atualmente. Para eles o judô nunca deveria ter sido olímpico, “aprimorou-se a prática e
se esqueceu da filosofia e dos valores”. De acordo com a fala de um deles, um exemplo
disto: “Em competições atualmente mal fazem esta saudação, e não se pode deixar a
área de combate antes de saudar o adversário, mas o que se vê é atleta saindo
correndo, comemorando, indo abraçar pai, mãe, namorada etc. O árbitro não pode
arrastar o atleta de volta e abaixar a cabeça do atleta, então é preciso que sejam
ensinados os bons modos”.
Quando perguntado sobre o que fazer para reverte esta situação, os mesmos
disseram que: “A filosofia não pode ser mudada, mas pode ser adaptada à realidade da
sociedade em que se vive, porém a essência de formar bom cidadão não deve ser
modificada”. De acordo com os senseis, este processo de descaracterização do judô é
dificilmente reversível e seria necessário que as federações e confederações se
conscientizassem e buscassem alternativas para tentar modificar esta realidade.
CONCLUSÃO
Pode-se notar que os senseis mais graduados acreditam que houve grandes
mudanças no modo de ensino da filosofia do judô, principalmente pela modalidade ter
sido transformada em esporte mundial, em que se visa principalmente o rendimento
técnico e se deixa de lado a essência do judô. Acreditam também que o processo é
muito difícil de ser revertido e que caminha para uma divisão entre Judô Competitivo e
Judô Tradicional, porém ainda crêem que existem muitos judocas que praticam o
verdadeiro Judô, apesar das mudanças ocorridas nos últimos tempos.
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